Rubem Braga e Jabor

Arnaldo Jabor causa amor e ódio: uns o idolatram, outros o condenam

 

Arnaldo Jabor hoje causa amor e ódio: uns o idolatram, outros o condenam. Como pode um cineasta inconformado virar um cronista, e dos bons? Sempre me deparo lendo Jabor às terças feiras... Virou rotina. Quando não tem, sinto falta
 
Gosto dele pois escreve sem medo sobre aquilo que sempre queríamos escrever ou mesmo falar. Tem sempre uma coisa ou outra dele que alguém posta no Facebook, que ele diz não ser dele. Mas Jabor talvez gostaria de ser intitulado o cronista maldito.
 
Pois bem, estava eu lendo sua crônica em homenagem ao centenário Rubem Braga. Nela, Arnaldo Jabor ia discorrendo sua admiração pelo velho poeta, mostrando que conviveu com ele, Vinícius de Moraes e até João Cabral de Melo Neto. E eu lendo e já incomodado por Jabor não ter citado o que gostaria de vê-lo escrever: falar de Cachoeiro de Itapemirim. Pensei: será que não vai falar?
 
Meu amigo, o jornalista Daniel Simões, até enviou a referida crônica por e-mail para mim, outros me ligaram perguntando se já havia lido. Então fui ler, devagar, no meio da terça-feira. E será que ele não citaria minha cidade amada?
 
Foi quando no final do último parágrafo, leio o seguinte do que Jabor escreveu de Rubem: Depois, você morreu. Soube emocionado que você contratou a própria cremação — foi a São Paulo e o funcionário perguntou: ‘Pra quem é? Para mim mesmo’, respondeu você, poeta macho. Por isso, quando vejo esse papo todo de ‘fazendeiro do ar’, de “poeta do cotidiano”, imagino que você diria: ‘Não me encham o saco. Sou apenas um pobre homem de Cachoeiro de Itapemirim...’
 
Cachoeiro é assim mesmo. Não é bairrismo, não é sentimento, não é saudade. Mas ela enraizou em nossa alma, seus filhos, uma coisa que vai além de “ser a minha terra natal”. O escambau com terra natal, diria Rubem. Cachoeiro é uma overdose permanente de orgulho. Não tem como explicar, os que lá nasceram sabem do que falo.
 
PARABÓLICAS
 
Carlos Tourinho e Edu Henning desfilando pelas ruas da cidade, ou seja, pela Avenida Vitória.
 
O filho de Biro Biro faz parte da equipe de esportes de Luis Fumanchú, na FM De Castelo. Elyan Peçanha faz parte também
 
Gerson Camata ventila a sua volta ao rádio, revivendo a época que apresentava o programa de maior audiência do Estado. Será que volta?
 
A TV Capixaba se prepara para a cobertura do carnaval de Vitória, sob o comando do radialista Ferreira Neto
 
MENSAGEM FINAL
 
Nenhum homem é uma ilha. Para combater o bom combate, precisamos de ajuda. Paulo Coelho
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