Sem conversa

Programa de mobilidade urbana de Luciano Rezende causa transtornos à população

A falta de diálogo parece ser a marca da administração municipal de Vitória, como pode ser demonstrado no processo de implantação da Linha Verde na avenida Dante Michelini, em Camburi. Uma ideia boa, mas que peca justamente pela falta de debate aberto e transparente com a população.

É nesse ponto, exatamente, que a administração do prefeito Luciano Rezende (PPS) se perde, desde o seu primeiro mandato, iniciado em 2013, quando ele implantou o programa Gabinete Itinerante, formatado para possibilitar maior diálogo com os moradores da cidade.

A prática, no entanto, mostrou que o chamado Gabinete Itinerante não passava de uma ação de marketing, depois esquecida e substituída por outras com a mesma finalidade: dizer que existe conversa, debate aberto, enfim, um diálogo.  

No caso da Linha Verde, a população foi surpreendida com a implantação do projeto sem que houvesse uma consulta popular, a fim de ouvir sugestões de quem usa a via, uma das mais importantes de Vitória.

Um desastre, como pode ser observado principalmente nos horários de pico, prejudicando de uma maneira significativa quem trafega do lado da ilha, antes da ponte de Jardim Camburi.

Deve ser observado, ainda, que a medida visa, segundo seus idealizadores, restringir a circulação de automóveis na cidade, estimulando o uso do transporte coletivo. Aí, então, a coisa pega mesmo.

Vitória possui um serviço público de transporte muito precário, com veículos em mau estado de conservação, passagens caras, e sem qualquer item de conforto e comodidade.

Transporte e mobilidade urbana são assuntos que tocam diretamente a população e, por esse motivo, devem fazer parte da agenda de gestores públicos como temas dos mais importantes, que deveriam superar as diferenças político-partidárias.

A avenida Leitão da Silva é um exemplo vivo dos prejuízos provocados pela fala de diálogo com a população e entre o diferentes níveis de administração pública.

Programas implantados sem a necessária estrutura de planejamento tendem a provocar reações negativas em decorrência dos prejuízos causados à população.

E comprovam que o gestor que assim procede não está à altura da função para o qual foi eleito. O prefeito Luciano Rezende é um exemplo vivo dessa afirmativa.

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