Sempre o rádio

A data do rádio passou e não fiz nenhuma homenagem

A data do rádio passou, foi celebrada no dia 25 de setembro, e não fiz nenhuma homenagem. Devo estar cansado do rádio. O rádio que não cria mais nada. Mas vou fazer duas coisas, tentando recuperar a data e me redimir com os colegas. Primeiro, mostrar uma crônica, feita por Renato Rogensk, da Sulrádio, e ainda oferecer um link em que homenageio Helio Ribeiro o mago do rádio, professor que me inspirou e ensinou: http://www.youtube.com/watch?v=QeG5bitSZ_A
 
26 de setembro de 2013 
 
Ontem (26) foi comemorado o Dia do Rádio no Brasil. A importante data marca o nascimento de Roquete Pinto, considerado o “pai do rádio brasileiro”, que em 1923 fundou a primeira emissora do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Desde então muitas ondas já rolaram, desde a longínqua discussão do fim do rádio com a criação da televisão, até a mais recente convergência com as novas mídias. O Adnews ouviu alguns profissionais, que diretamente ou indiretamente acompanham e trabalham com o meio todos os dias. Confira:
 
O fim não está próximo
 
Uma das questões mais inquietantemente discutidas sobre o rádio é justamente a sua longevidade. Muitos apostaram alto que o veículo morreria com a popularização da televisão, o que não esteve nem próximo de acontecer. Logo depois veio a internet, o suposto novo vilão que poria fim à velha mídia de radiodifusão. “Embora as previsões datassem a morte do rádio, ele é o único meio de massa capaz de penetrar em todas as camadas de forma instantânea. A capilaridade, a penetração e cobertura do rádio fazem deste, ainda, o meio mais abrangente nos dias de hoje”, justifica Márcio Canzian, Chief Media Officer da Dim&Canzian.
 
Toninho Rosa, presidente da Dainet, conselheiro editorial do Adnews e sócio da produtora Infiniti fala sobre alguns desafios no caminho de uma sobrevivência saudável para a “velha mídia”. “Poucas pessoas acompanham a evolução do meio. Mesmo os empresários e executivos do rádio nem sabem que hoje ele é o meio mais consumido pela população. Mais até do que a TV. Realmente parece impossível. Esse é o problema do rádio. A falta da união das empresas fragiliza um processo de marketing e comunicação”, opina.
 
As principais mudanças nos últimos anos
O rádio tem muitas décadas de estrada, mas algumas das mudanças mais significativas de sua história aconteceram nos últimos anos, sobretudo com a sua entrada em novos dispositivos tecnológicos e a convergência com as novas mídias.  
 
“Diria que a principal mudança foi a integração com os demais meios, como por exemplo, a internet, que não só fez do rádio um multiplicador de conceitos como ampliou sua característica e diferencial de chegar a muitos lugares com uma atualização quase real time de dados e notícias”, defende  Kito Siqueira, presidente Aprosom. Silvio Soledade também lembra que muitos programas de rádio se pautam pelas discussões que seus ouvintes travam nas redes sociais.
 
O que significa a chegada das webrádios?
 
Nos últimos anos a qualidade da internet evoluiu e o mercado viu crescer uma série de webrádios, que inclusive já conquistaram o seu espaço não apenas com volume de audiência, mas até mesmo ocupando posição em premiações de mídia e jornalismo.  “A internet facilitou a propagação do rádio e fez com que sua voz fosse levada ao mundo. Eu, por exemplo, a cada semana, faço um comentário de rádio que é levado em média para 300 rádios brasileiras através da Rádioweb, uma agência de notícias que distribui matérias para pequenas rádios de todo o país”, comenta José Maurício. Para Márcio Canzian, já é possível acessar na web um conteúdo bem alinhado com o discurso do rádio, mas ainda assim há espaço para tornar ambas as plataformas mais interativas.
 
Perspectivas para o futuro
 
O assunto rádio percorre um longo caminho, mas sempre dá vazão a mesma pergunta. Qual será o seu futuro? Silvio Soledade acredita que coisas boas virão pela frente. “As rádiowebs já são uma realidade. Em breve teremos as rádios digitais, com maior interatividade. E as rádios de periferia, que antes eram comunitárias, atualmente são oficiais e chegam onde outros veículos não conseguem chegar, em termos de proximidade com o ouvinte e com a comunidade. Com o advento da internet, os rádios se modernizaram em termos de geração de conteúdo, mas continuarão desfrutando da credibilidade que sempre tiveram”.
Por Renato Rogenski
 
PARABÓLICAS
 
Toninho ProEdit, depois do rádio, passou a gostar de política, mas sem perder a sensibilidade.
 
Ideraldo Gomes continua com o programa Rio Branco Rádio Clube na SimAMVilaVelha. A torcida apoia.
 
Eduardo Lima deverá coordenar um pool de igrejas evangélicas numa das emissoras da Capital.
 
Vitor Rangel é um dos finalistas do Prêmio Capixaba de Jornalismo, categoria cinegrafista (RecordNews).

 
MENSAGEM FINAL
“Eu nunca morreria pelas minhas crenças, porque eu poderia estar errado”. Bertrand Russell
 
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