SOS Seguridade Social

Xô, mico! Toda elite entoa o mantra da reforma da Previdência

Todo dia tem alguém defendendo uma manchete que diz: “A reforma da Previdência precisa passar para que a economia deslanche...”

A mídia senvergonha, toda ela, com exceção dos veículos miúdos que ainda sustentam algum compromisso com as bases populares, abre a porteira por onde passam os bois, a boiada e os capatazes da fazenda econômica nacional.

Parece não haver nada que se possa opor a tamanha campanha, tão grande que sugere uma conspiração, um conchavão da burrice com a pressa.

É para desconfiar, não?

Quando políticos e empresários entoam o mesmo refrão, a maioria do povo deve se antenar, pois tende a ficar na mão.

Como se não bastasse a reforma Trabalhista, que aliviou a barra dos empresários de visão curta, mas ferrou os trabalhadores e, portanto, já traz prejuízos para a nação.

Se livrou os empresários da obrigação de manter um vínculo estável com seus empregados, “livrando-os” também de pagar INSS e FGTS, a reforma Trabalhista potencializou a expansão da miséria ao cavar um buraco onde os produtores não encontrarão consumidores.

O famoso “Estado mínimo” pregado pelos neoliberais, sem planejamento nem consideração pelas maiorias pobres, empobrece o mercado dito soberano, agravando o desemprego, o subemprego, o desalento, a estagnação, a recessão. Debitem-se ainda ao Estado mínimo a violência, o agravamento de doenças, entre as quais se incluem a drogadição e suas sequelas.     

Se a reforma Trabalhista foi um tiro no pé, a reforma da Previdência vai quebrar a perna do sistema de seguridade social.

Os manda-chuvas do momento querem deixar os trabalhadores ao relento. Esquecem que o decantado “mercado” resulta de uma soma de fatores que fazem girar as engrenagens da economia. É tão elementar que não se compreende como o Guedes não chuta para o lado certo.

Eta governo caipora.  

O mercado consumidor só terá força se houver bons salários, férias, 13º, INSS, FGTS, vale transporte, tíquete de alimentação etc.

Sem seguridade e outras garantias, vai viger a lei da selva. Será por isso que o presidente da República quer facilitar o uso de armas?

Loucura, loucura!

O que os malignos estão querendo é montar uma fábrica de miseráveis.

Com o não pagamento de salário regular, FGTS, INSS e outros valores inerentes à garantia de emprego, os patrões ficaram “livres” para embolsar tais recursos. O que fazem então? Com a economia “parada”, não investem em tecnologia, limitando-se a aplicar lucros e sobras na ciranda financeira. Ou vão fazer turismo e compras, inclusive imobiliárias, em outros países, especialmente nos EUA, a meca dos neoliberais sem visão de futuro.

Brasil, zil, zil!
 
LEMBRETE DO TEMPO DA DITADURA MILITAR

“Não adianta fazer concurso para ver quem grita mais alto. Nossa palavra sai fácil porque pertencemos à elite. Nós não pertencemos à raiz que é a massa. Nosso discurso sobre a liberdade é corroído por falta de conhecimento dos problemas da base. A utopia é necessária, mas que não se torne ópio.”

Fernando Henrique Cardoso em palestra para estudantes e cientistas durante a 29ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada no campus da USP em julho de 1976, quando o aplaudido professor de sociologia começou a se tornar FHC.

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