Sugestão Netflix: Abismo do Medo

Mesmo com defeitos e aparições súbitas, filme é bom para os padrões do gênero

Numa época em que este roteiro não era tão clichê, um grupo de garotas aventureiras escolhe um parque nacional para praticar rafting. Tudo corre bem durante a prática de esportes radicais até que, quando menos se espera, o marido de uma delas bate o carro na saída do parque. Ele e a filha morrem na hora, restando somente a viúva traumatizada. 

Um ano depois e ainda em recuperação, ela aceita participar de uma expedição com as amigas no mesmo parque. A líder do grupo levá-as à uma caverna e, depois de atravessarem um caminho estreito, algumas pedras desabam sob a trilha percorrida e a guia revela que optou por uma caverna desconhecida, ainda inexplorada, excluindo assim qualquer possibilidade de resgate. 

É muito estranho que uma pessoa doente e tomando medicamentos decida participar de uma aventura arriscada exatamente no lugar onde adquiriu o trauma. 

As cenas na caverna são confusas, porque as personagens se separam o tempo todo e não sabemos exatamente onde cada uma está, as locações não são bom indicativo porque a caverna parece igual sempre, os plot twists exagerados deixam o espectador perdido, sem contar as cenas extremamente inverossímeis, como quando uma das personagens escala um túnel de cabeça para baixo, enquanto puxa a amiga que ficou entalada, ao mesmo tempo em que as pedras desabam. 

Como a maioria dos filmes de terror, este também está repleto de aparições súbitas, os monstros apesar de feios são bem fraquinhos, mas mesmo com os defeitos, o Abismo do Medo pode ser considerado bom para os padrões do gênero.
 

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