Tudo ou nada

Círculos mais próximos de Casagrande colocam as barbas de molho e entram em profunda reflexão sobre a sua candidatura ao governo do Estado

Círculos mais próximos do ex-governador Renato Casagrande (PSB) colocam as barbas de molho e entram em profunda reflexão sobre a sua candidatura ao governo do Estado.
 
Analisam o andamento da máquina pública de onde são emitidos sinais de que o governador Paulo Hartung (PMDB) está muito bem aparelhado para a batalha, seja ele ou seu vice, César Colnago (PSDB), o candidato à sucessão. 
 
O desejo de retornar ao Palácio Anchieta tem feito o ex-governador percorrer todos os recantos do Estado. Para ele, seria grande revanche da derrota sofrida para o próprio Hartung, em 2014.
 
No entanto, as estratégias de Casagrande esbarram na pesada máquina do governo, bem azeitada com recursos economizados por meio do arrocho contra os servidores públicos e eficientes campanhas de marketing. 
 
As andanças do vice no interior do Estado, até o dia 26 como govenador em exercício, a liberação de verbas para secretarias estratégicas, como a de Agricultura e Pesca, e a ordem para acelerar a aplicação de recursos de R$ 1 bilhão economizado por meio da política de austeridade fiscal, não deixam dúvidas de que sua rede é abrangente e de malha grossa.
 
Outro empecilho no caminho do ex-governador é a senadora Rose de Freitas (PMDB). Os dois conversaram muito em 2017, mas ainda não definiram se poderá haver alguma aliança. 
 
Até mesmo porque a senadora não descarta se concorre ao governo do Estado. E Casagrande sabe disso. 
 
De sustentação, mesmo, o ex-governador só conta com o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS). O apoio de Casagrande foi fundamental para Luciano conseguir se reeleger, embora com pequena margem de votos, ganhando do deputado estadual Amaro Neto. 
 
Por isso, Luciano tem que apostar no ex-governador, e também considerando os dois anos de planície que ele terá de passar depois do final de seu mandato, em 2020. 
 
Com esse cenário, o caminho mais acertado para o ex-governador, indiscutivelmente uma liderança com significativa densidade eleitoral no Estado, seria a disputa pelo Senado. 
 
O que não pode acontecer, segundo o mercado político, é o ex-governador tomar o caminho equivocado e ficar sem mandato. Aí, acaba de vez sua trajetória política. 
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