Vingança e chantagem

Presidente tem ressentimentos com a ascensão social dos pobres e a autonomia universitária

O presidente da República foi eleito sem usar farda, mas preencheu cargos-chave com oficiais da reserva que exercem o poder sem se expor publicamente, pois na linha de frente marcham civis com o encargo de tirotear aos quatro ventos, num festival de bobagens sem qualquer conexão com um eventual projeto governamental.

São vários ventríloquos com a missão de praticar uma verborragia agressiva e vingativa contra segmentos beneficiados por medidas dos governos petistas. Quem são? Os pobres, basicamente. Além de injusta, a prática equivale a um tiro no pé da economia. Com a erosão nos salários, as pessoas têm menos condição de consumir.

Depois que no governo Temer os trabalhadores foram alcançados por uma reforma reclamada por empresários de visão limitada, o alvo do governo é atingir os aposentados da base da pirâmide de renda, já que não ousa mexer na previdência dos privilegiados do serviço público.

Agora se mira na autonomia universitária. É a óptica militar tentando se impor a um ambiente que é por natureza livre. Em vez de atacar pontualmente os focos de desperdício que eventualmente existam, o governo decide fazer um corte generalizado de 30% no orçamento em execução nas universidades. Aplica-se no caso a lógica de atirar primeiro e perguntar depois, bem como o presidente sugere que a polícia faça nas ruas, por medo ou susto.  

A mentalidade reacionária vem sendo praticada nos ministérios mais notórios (Justiça e Segurança; Economia, Meio Ambiente, Educação) e também por ministros nomeados para distrair a atenção da mídia, caso da notória Damares e do chanceler Araujo, ambos saídos das catacumbas do conservadorismo mais tacanho.

O que fazer para que não se percam as conquistas democráticas orientadas pela Constituição de 1988, que estabeleceu metas sociais e ambientais para equilibrar as coisas entre os brasileiros? Fala-se de resistência, em organizar uma greve geral e...

Dia 15 de maio, quarta-feira, haverá uma onda de manifestações de protestos em universidades, escolas e praças. A panela de pressão apita.

LEMBRETE DE OCASIÃO

“Na maravilhosa festa grã-fina canalhas vão e vêm falando de moralidades”. Millor Fernandes

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