White Rabbit

“Algumas pílulas te fazem crescer, outras te fazem encolher”

INSPIRAÇÃO EM ALICE E MILES DAVIS
Quando Grace Slick teve a concepção da música “White Rabbit”, esta, reza a lenda, veio de uma viagem de ácido ao som de “Sketches of Spain” do Miles Davis, este que, por sua vez, vem de influência do “Concerto de Aranjuez” e também podemos associar o hino psicodélico da banda Jefferson Airplane ainda ao “Bolero de Ravel”.

“Algumas pílulas te fazem crescer, outras te fazem encolher. E as que a sua mãe te dá não fazem efeito algum”. A abertura da letra e da música são já impactantes e já dizem que a mensagem é a consolidação de todo o movimento hippie que estava surgindo nos EUA, mais exatamente na San Francisco da Califórnia.

“White Rabbit” alcançou a oitava posição nas paradas e vendeu mais de 1 milhão de cópias, e isto com a censura banindo a música das rádios, pois com uma letra que fazia menção direta ao ácido lisérgico, tal não foi bem recebida pelo meio mais conservador. A música é um dos clássicos do álbum também clássico Surrealistic Pillow, um retrato perfeito dos anos 1960 e um dos discos mais importantes do rock.

Inspirada no clássico “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, a canção falava de drogas de maneira escancarada. “White Rabbit” é uma canção de rock psicodélico lançada em 1967, foi o segundo single do álbum Surrealistic Pillow, este que foi, por sua vez, o segundo disco do Jefferson Airplane.

"White Rabbit" faz uma associação dos efeitos alucinógenos do LSD ao mundo imaginário de Lewis Carroll, podendo aqui fazer esta ligação direta a obras como “Alice no País das Maravilhas” (1865) e “Alice através do Espelho” (1871).
A música “White Rabbit” tem um crescendo que se liga muito ao que ouvimos no “Bolero de Ravel”, com influência da música espanhola, com uma linha de baixo fortíssima, “White Rabbit”, como dito, também teve inspiração no álbum de Miles Davis, o “Sketches of Spain”.

SKETCHES OF SPAIN
Em 1959, Miles tomou conhecimento do “Concerto de Aranjuez” de Joaquin Rodrigo, ficou fascinado com o som, e se juntou ao pianista Gil Evans para adaptar tal música ao jazz, usando esta música espanhola como leitmotiv ou tema central do álbum que viria a ser um dos mais populares do trompetista, o “Sketches of Spain”. Portanto, com arranjos de Gil Evans e produção de Teo Macero e Irving Towsend para a Columbia Records, temos um trabalho musical que foi realizado entre novembro de 1959 e março de 1960.

BOLERO DE RAVEL
Composta em 1928, a obra Bolero tem um ritmo invariável, com uma melodia uniforme e que se repete em torno de uma orquestração e um crescendo que revela a sua dinâmica e a sensação que a música passa ao ouvinte, e então temos uma das obras mais populares de Ravel, que fora concebida como um simples exercício ou estudo de orquestração.
Com imensa repercussão e popularidade, a obra é original, uma vez que tem por objetivo exercer a dinâmica no sentido de redesenhar e reinventar os movimentos da dança. Ravel então se surpreende que um mero exercício feito para orquestração tenha tido tanto reconhecimento e popularidade, sobretudo com a contribuição de maestros como Willem Mengelberg e Arturo Toscanini, dentre outros.

CONCERTO DE ARANJUEZ
O Concerto de Aranjuez é uma composição musical para violão clássico e orquestra do compositor espanhol Joaquín Rodrigo que foi concebida em 1939, como o trabalho mais conhecido e reconhecido do músico. Trata-se da obra musical espanhola mais interpretada em todo o mundo, com um adagio reconhecível facilmente, bem popular, e tendo sido interpretado tanto em óperas como pelos cantores populares.

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Gustavo Bastos, filósofo e escritor.
Blog: http://poesiaeconhecimento.blogspot.com

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