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Do Val apelou, mas não convenceu nem a bancada. Rose e Contarato não rezam a cartilha das armas

De nada adiantou a campanha intensiva do senador Marcos do Val (PPS), defensor ferrenho do armamento à população. Depois de muitos vídeos e fotos nas redes sociais, declarações na imprensa e apelo aos seus seguidores, ele sai derrotado do primeiro round da batalha sobre o decreto de Bolsonaro no Senado. O relatório que apresentou contra os sete projetos de decreto legislativo que pretendem sustar a medida, apontada como inconstitucional, foi rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (12), pelo placar de 15 x 9. Nem mesmo o discurso “em nome de sua irmã, que agora precisa se defender”, referindo-se ao caso de ameaça de morte que registrou direcionada a ela, foi capaz de reverter o quadro. Do Val também não conseguiu convencer os colegas de bancada. Contarato, desde o início, está em linha totalmente oposta e inclusive assina um dos projetos em análise. Levou a melhor por enquanto. Já Rose de Freitas (Pode), cuja posição ainda não era tão notória, também votou contra o relator. O segundo round já está marcado: próxima terça-feira (18) em plenário, agora envolvendo 81 senadores. A previsão é de nova derrota ou, no mínimo, placar apertado. É...está difícil para Do Val arrebatar esse bônus e usá-lo para incrementar sua imagem de “especialista da segurança pública”.

Ah, tá!
Em vídeo publicado em seu Facebook após a derrota, o senador mudou seu discurso, a ponto de negar que a questão das armas tenha sido uma das plataformas de sua campanha. Ele diz agora que “apenas atendeu ao desejo dos seus eleitores”. Sei...

Mão abanando?
Se a derrota do senador se consolidar também no segundo round – depois a questão caberá à Câmara -, Marcos do Val ainda terá o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, para explorar, já que é relator de um dos projetos no Senado que seguem as propostas. O momento, porém, não é favorável devido ao escândalo que cita o ex-juiz da Lava Jato e, além disso, o pacote é alvo de fortes campanhas para derrubá-lo.

Atraso de três dias
A propósito, depois de um silêncio ensurdecedor, deputados estaduais resolveram se pronunciar sobre o escândalo. Nesta quarta-feira (12), Vandinho Leite (PSDB) e Carlos Von (Avante) tentaram colocar panos quentes na gravidade das conversas reveladas pelo The Intercept. Tanta demora, pra isso?

Segue...
A bancada do PSL, a maior da Casa, também não comprou a briga até agora para defender o ministro. Nem o presidente estadual do partido e ex-secretário especial do governo Bolsonaro, Carlos Manato. Aliás, essa exoneração de Manato está um disse-me-disse danado.

Pior que está...
Mais um prefeito é alvo de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Os vereadores de Nova Venécia abriram investigação nessa terça-feira (11), para apurar o plantão de atendimento de serviços funerários às famílias de baixa renda pela gestão de Lubiana Barrigueira (PSB), que já acumula denúncias em diversas áreas.

...fica!
Os documentos que embasam a CPI citam valores desproporcionais e outras possíveis irregularidades entre a empresa prestadora de serviços funerários e a Secretaria Municipal de Ação Social. A investigação será presidida pelo vereador Cláudio do Granito (PDT).

Exemplo de fora
A morte registrada em Paris, capital francesa, nessa segunda-feira (10), de um homem de 25 anos que colidiu com um caminhão enquanto conduzia um patinete elétrico, acende o alerta vermelho na direção do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), que abriu consulta pública sobre o serviço, ainda recente na Capital, depois de reclamações por mau uso. A modalidade é tendência mundial, mas é preciso garantir a fiscalização.

Exemplo de fora II
A notícia, divulgada na imprensa nacional, informa que a prefeita da cidade, Anne Hildalgo, havia acabado de anunciar novas restrições ao uso, após registros de 40 acidentes por dia e distribuição desordenada dos equipamentos. O jovem não teria respeitado a prioridade à direita. Basta uma rápida volta no calçadão de Camburi, para constatar que as primeiras regras publicadas por Luciano não são respeitadas.

Exemplo de fora III
Uma das mudanças em Paris é a proibição do estacionamento dos patinetes nas calçadas, sob pena de multa de 135 euros (R$ 593), permitindo apenas em espaços destinados a carros e veículos motorizados de duas rodas. Já os aplicativos que dispõem o serviço devem limitar as velocidades dos equipamentos a 20 km/h nas ruas e 8 km/h em áreas por onde transitam pedestres, como praças e parques.

PENSAMENTO:
“O intelecto nunca descansa até conseguir audiência”. Sigmund Freud

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1 Comentários
  • JOSÉ CARLOS BERNARDES , quinta, 13 de junho de 2019

    Infelizmente esses dois senadores estão "advogando" contra o desejo da maioria da população. Não podem alegar que representam uma minoria, pois representam a maioria, tanto é que foram eleitos. Assim o Espírito Santo caminha na linha do descrédito. Parabéns ao Senador Marcos do Val por seu posicionamento!

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