A rua mais famosa da cidade

Exposição fotográfica registra diversos momentos da Rua Sete de Setembro, no Centro de Vitória

Uma rua carregada de histórias. Histórias de afetos e também da construção da cidade de Vitória. A Rua Sete de Setembro, ou Rua Sete para os mais íntimos, é um dos locais mais importantes e frequentados do Centro da capital capixaba, seja no comércio do dia ou na boemia da noite. Nesta quarta-feira (4), às 15h30, o Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (Apees), localizado nesta rua, inaugura em sua sede a exposição fotográfica "Rua Sete: trajetos e vivências", resgatando memórias de registros da rua, além de contar com uma roda de conversa com a arquiteta Camila Benezath e a ativista cultural Rozilene Sá.

No local, estarão expostos fotografias, mapas e edições de jornais que mostram a Rua Sete, com imagens desde 1908 até 1950. A rua recebeu o nome que permanece até hoje no ano de 1872, em comemoração aos 50 anos de Independência do Brasil. Antes era conhecida como Rua da Várzea, uma rua sem calçamento que ligava o chafariz da Fonte Grande à área alagadiça da várzea do Córrego do Reguinho, que desembocava onde hoje é a Praça Costa Pereira.

Foto: Acervo Apees

Consta que em 1985 a área alagada foi aterrada, junto com a canalização do córrego, permitindo que a Rua Sete se estendesse até a praça. No início do século 20, a rua sofreu várias intervenções, tendo seu traçado modificado para melhorar as condições de salubridade e também para permitir a passagem de bondes, importante meio de transporte da época. Novas obras de drenagem tiveram que ser feitas mais adiante, nos anos 60, para evitar os alagamentos constantes que acometiam o local nas épocas de chuva. 

A grande  importância comercial que a Rua Sete assume na cidade se dá principalmente a partir dos anos 50 do século passado. Em 1977, a Sete se torna uma experiência pioneira de rua de pedestres em Vitória, proporcionando a ocupação pela população do trecho entre as praças Costa Pereira e Ubaldo Ramalhete, onde se instalaram canteiros e bancos.

A importância da rua é não só comercial mas também política e cultural. No último sábado, por exemplo, foi de lá que partiu o cortejo artístico de lançamento da Campanha Função Social da Propriedade, em que moradores e ativistas reivindicam que os edifícios abandonados do bairro sejam destinados à moradia e outras atividades comerciais ou sociais. No passado, a Rua Sete de Setembro já abrigou a Chefatura de Polícia, além da Prefeitura Municipal de Vitória ter funcionado na sua proximidade, na Praça Ubaldo Ramalhete, até a década de 70.

A exposição ficará em cartaz na sede do Arquivo Público até dia 15 de outubro, com visitações de segunda a sexta-feira de 10h às 17h30.

AGENDA CULTURAL

Abertura da exposição “Rua Sete: trajetos e vivências”  + Roda de conversa com Camila Benezath e Rozilene de Sá

Quando: Quarta-feira, 4 de setembro, às 15h30 

Onde: Sede do Arquivo Público, Rua Sete de Setembro, 414, Centro de Vitória/ES

Visitação: Segunda a sexta-feira, das 10h às 17h30, até dia 15 de outubro.

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