Ah, coitado!

Magno Malta tira proveito do debate da reforma da Previdência: ''prefiro cortar na própria carne''

Sem mandato e fora do governo Jair Bolsonaro, apesar dos anúncios públicos de amor eterno, o ex-senador Magno Malta aproveita o debate da reforma da Previdência, em tramitação na Câmara dos Deputados, para se autopromover. Em vídeo gravado em suas redes sociais como resposta à recente declaração do deputado Paulinho da Força (SD-SP) de que os partidos do “centrão” discutem a aprovação de uma proposta que não garanta a reeleição do presidente, ele disse que prefere “cortar da própria carne do que ficar com discurso mentiroso”. E qual seria sua dose de sacrifício, segundo ele, em "prol do País"? Não requerer sua aposentadoria como senador, negando informações publicadas na imprensa nacional. Magno diz que, assim, deixará de receber um salário de R$ 17 mil, após 46 de contribuição (20 deles no Senado) e idade para tal (61 anos). “Eu vou me aposentar só depois da reforma da Previdência, como qualquer cidadão brasileiro. É nossa parcela de contribuição”. Como se vê, mais um discurso e movimento de Magno “friamente calculados”.

Mesmo bolo, oi?
O discurso mentiroso ao qual o ex-senador se refere é de que a nova reforma prejudica apenas o “pequeno proletariado”. Magno se coloca no mesmo bolo, embora sequer diga o que isso representaria a menos no seu ganho mensal. 

Segue...
Os R$ 17 mil, aliás, já são bem distantes do cálculo divulgado pela imprensa nacional e local há poucos meses, sem contestação de Magno. Ele e mais 25 senadores derrotados no pleito de 2018 teriam direito, como apontou um levantamento do Estadão por meio da Lei de Acesso à Informação, a um salário que poderia chegar a R$ 33,7 mil, o equivalente a seis vezes mais o atual teto do INSS.

‘Me aguardem’
Acusado de fraude na inscrição de chapa para o comando do MDB de Vitória, o deputado estadual José Esmeraldo declarou guerra aos seus adversários em pronunciamento na sessão desta segunda-feira (6) na Assembleia. Depois de chama-los de “frouxos e covardes”, avisou que irá mexer na caixa de marimbondos e nominar em plenário quem são os “canalhas, pilantras”. Ele prometeu 20 discursos sobre o assunto. 

‘Me aguardem II’
Esmeraldo conseguiu, na Justiça, suspender a eleição para o diretório, que estava prevista para esse sábado (4). O deputado está em embate direto com o grupo do presidente estadual da legenda e secretário do Ministério da Cidadania, Lelo Coimbra, que atua ao lado de outra liderança pra lá de conhecida do partido, Chico Donato.

Subiu o tom
Já proclamado o novo presidente do PSDB, o deputado estadual Vandinho Leite voltou a disparar contra a secretária Cristina Engel, de Ciência e Tecnologia, cargo que ocupou no governo Paulo Hartung. Vandinho se disse indignado com a “cara de pau” de Cristina, que vai pegar o projeto OportunidadES, de sua gestão, e mudar para Qualificar, com lançamento no próximo dia 15. “Falta de competência, hombridade e humildade”, listou o deputado.

Subiu o tom II
Das críticas à secretária ele emendou no governador Renato Casagrande, para acusá-lo de “vaidade e soberba”, atribuindo a mudança de nome à briga política com Hartung.

Reforço
Capitão Assumção (PSL), que prestigiou a eleição de Vandinho nesse final de semana, fez coro ao colega e apontou a medida como “plágio, falta de iniciativa”. Os dois se dizem do bloco dos independentes, leia-se oposição.

Ladeira abaixo
Dos 30 deputados estaduais da Assembleia Legislativa, somente dois criticaram na sessão desta segunda os absurdos cortes anunciados pelo governo Bolsonaro na área de Educação e universidades públicas: Iriny Lopes (PT) e Sergio Majeski (PSB). Tempos sombrios...

Aliança à vista
Presidente do PSL no Estado e atual secretário especial do governo federal, Carlos Manato divulga em suas redes sociais encontro com o deputado estadual Carlos Von (Avante), já lançado por mais de uma ocasião como o “futuro prefeito de Guarapari”. A legenda diz assim: “É sempre positivo (sic) aproximar de pessoas boas. Rumo a 2020”. 

PENSAMENTO:
“O que esse país realmente precisa é que alguém apague a luz no fim do túnel”. Millôr Fernandes

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1 Comentários
  • Lucas , quinta, 09 de maio de 2019

    A Manaira deveria passar a informação de maneira correta e não pela metade. Magno não teve 20 anos no Senado. Ele teve 20 anos como Congressista(4 como dep. Federal e 16 de senador). O salário de aposentadoria dele, PODERIA chegar até 33 mil, mas faltou dizer que só chegaria se ele tivesse tempo suficiente de carreira como congressista. O que mais próximo vai chegar dos 33 mil é o ex senador José Agripino, que teve 4 mandatos de Senador(32 anos. Logo, muito mais tempo que o Magno como congressista) e receberá R$ 32.8 mil. Mas, enfim. Faltou explicar também como funciona o plano de aposentadoria dos congressistas, que é uma verdadeira mãe pra esses folgados e que a Reforma da Previdência (que deve ser aprovada, não importa o choro) proposta pelo governo irá barrar essa palhaçada. Mas como o compromisso é só com a sua verdade, essa parte vai ficar escondida. Por ser um bom orador, ele parece forçado na comunicação. Porém Magno está certo.

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