Alcance

Até onde irão os deputados na investigação de atos firmados por Hartung com a Vale e Arcelor?

Assim como em todo início da legislatura, pipocam requerimentos de criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Assembleia Legislativa. Depois da polêmica da última semana, com a “furada de fila” da Mesa Diretora que passou na frente uma CPI sobre Obras, de Marcelo Santo (PDT), a Casa liberou a leitura de outros requerimentos na sessão desta segunda-feira (25). O primeiro deles o que estava empacado, referente à investigação sobre a legalidade dos Termos de Compromisso Ambientais (TCAs) da Vale e ArcelorMittal e ainda a licença de operação (LO) da mineradora, firmados no “apagar das luzes” do governo Paulo Hartung. Outra proposta, englobando vários temas, retoma as denúncias de irregularidades nos contratos de remoção (guinchos) e depósito de veículos, contratação de radares, licenciamento ambiental, terceirização de lixo, sonegação fiscal e etc! Nos dois casos, com uma diferença ou outra, temas que já foram alvos de apuração pelos deputados e revelaram dados importantes em seus relatórios finais. E depois? Essa é exatamente a questão. As apurações concluídas na Assembleia costumam parar num empilhado de documentos. Exemplos claros são as duas CPIs já realizadas sobre o pó preto na Casa. A mais recente terminou em 2015, apontando as responsabilidades das poluidoras e de órgãos da área, com uma lista de providências urgentes e necessárias para cessar um dos principais problemas ambientais do Estado. Até hoje, porém, não deu em nada. O que mudou, de lá pra cá, é que o plenário foi renovado em 50% e Hartung não tem mais a caneta na mão. O que isso representará, na prática, é a pergunta da vez.

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Lembrando que mexer com Hartung, Ministérios Públicos (MPF e MPES) e poluidoras, os personagens principais dos TCAs, sempre foi motivo de temor pela classe política. Anular os Termos e a renovação da licença, sem dúvida, seria um grande passo.

Silêncio
A atual CPI foi protocolada por Sergio Majeski (PSB) com articulação também de Rafael Favato (Patri) - que inclusive presidiu a comissão anterior - e mais 24 deputados. Na época da assinatura dos Termos, mesmo contradizendo o relatório final da investigação realizada pelos próprios deputados, não houve reação dos deputados que participaram da investigação nem da Assembleia.

Silêncio II
Além de Favatto, presidente, integravam o colegiado Dary Pagung (PRP), Erick Musso (PRB), Euclério Sampaio (DC) e Gilsinho Lopes (PR) como membros. Só Gilsinho, logo o combatente do grupo nas questões envolvendo a Vale e Arcelor, não foi reeleito em outubro passado.

Tiro ao alvo
Já o outro requerimento desta segunda foi proposto por Enivaldo dos Anjos (PSD), que também conduziu a CPI da Máfia dos Guinchos, finalizada em dezembro de 2018, e que indiciou nove pessoas. Como líder do governo, o pedido de mais uma comissão também joga luz na gestão do antecessor e principal adversário de Renato Casagrande. A conferir!

Renúncia
Dr. Hércules desistiu de duas comissões permanentes na Assembleia: de  Segurança e Combate ao Crime Organizado e de Proteção à Criança e ao Adolescente e de Política sobre Drogas.

No encalço
As redes sociais não têm dado mole para o senador novato, Marcos Do Val (PPS). Nas postagens que ele faz, aparecem comentários de tudo quanto é tipo e gosto, com muitas cobranças. 

Manual de etiqueta
Por falar nisso, políticos e empresas contratadas para cuidar das famosas linhas de transmissão no WhatsApp precisam se atentar para os horários de mensagens ou o tiro sai pela culatra. Final de semana e na primeira hora do dia, definitivamente, não são as escolhas adequadas. Assim nem os aliados e eleitores aguentam.

Dança das cadeiras
Na metade do mandato, o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho (PSB), oficializou a nomeação de três novos secretários nesta segunda-feira (25): Francisco Montovanelli na pasta de Desenvolvimento Econômico; Cláudio Mello na de Administração; Andressa Colombiano na de Meio Ambiente, além de Thiago Bringer como titular da Controladoria-Geral do Município (CGM).

Dança das cadeiras II
A propósito, no caso de Montovanelli, indicação do empresariado, a cerimônia de posse, na última sexta (22), contou até com gravação de vídeo. Do secretário estadual de Fazenda, Rogélio Amorim, que comandava a mesma pasta antes em Cachoeiro, e do superintendente do Sebrae no Espírito Santo, Pedro Rigo.        

PENSAMENTO:
“O estado proíbe ao indivíduo a prática de atos infratores, não porque deseje aboli-los, mas sim porque quer monopolizá-los”. Sigmund Freud

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