Aliado de Casagrande, Cicilliotti toma posse no Tribunal de Contas

O auditório do órgão ficou lotado de lideranças políticas nesta quarta para saudar Cicilliotti

Articulador político e aliado fiel do governador Renato Casagrande (PSB) são os principais atributos que levaram o farmacêutico de profissão Luiz Carlos Cicilliotti a ocupar o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), no qual foi empossado na tarde desta quarta-feira (27). A sessão foi presidida pelo conselheiro Sérgio Aboudib Ferreira, presidente da Corte.

O auditório do órgão ficou cheio de convidados, entre prefeitos, parlamentares e outras lideranças políticas ligadas ao novo conselheiro, dirigente partidário há anos, ex-presidente estadual do PSB e coordenador da campanha vitoriosa de Casagrande ao Palácio Anchieta.Todos, de uma forma ou de outra, terão as contas julgadas pelo colegiado do qual o novo conselheiro faz parte. 

O novo conselheiro entra na vaga aberta com a aposentadoria de Valci Ferreira, que se encontra preso sob a acusação de prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro

De outro lado, o Sindicato e a Associação dos Auditores de Controle Externo (Ascontrol) mantêm o movimento de âmbito nacional que visa reduzir a influência política na formação dos colegiados nos tribunais de contas. No caso de Cicilliotti, os auditores moveram um ação na Justiça reclamando o não cumprimento dos prazos e da celeridade dada ao processo.

Indicado com o apoio do governo, Cicilliotti obteve 27 dos 30 votos dos deputados em sessão da Assembleia Legislativa realizada no dia 20 deste mês. A nomeação de Ciciliotti saiu no dia 21, e, logo depois, a convocação para a posse.

Além dele, estavam inscritos os auditores de controle externo Alexsander Binda Alves, votado por Sergio Majeski (PSB) e Carlos Von (Avante), Odilson Souza Barbosa Júnior, que teve o voto de Lorenzo Pazolini (PRP), e Holdar de Barros Figueira Netto.

A indicação de Cicilliotti foi precedida de lances conflitantes entre o “blocão” liderado pelo deputado Marcelo  Santos (PDT), também candidato ao cargo, que resultou na entrada em cena do governador Renato Casagrande. Ele conduziu as negociações até chegar a um acordo, que resultou na desistência de Marcelo.

Compõem o Tribunal de Contas do Espírito Santo os seguintes conselheiros: Sérgio Aboudib Ferreira Pinto, presidente; Domingos Augusto Taufner, vice-presidente; Rodrigo Flávio Freire Farias Chamoun, corregedor; Sebastião Carlos Ranna de Macedo, ouvidor; Sérgio Manoel Nader Borges e Rodrigo Coelho do Carmo.

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