Apesar da crise, PSL no Estado nega debandada e aponta nomes para 2020

O ex-deputado Carlos Manato afirma que o partido terá candidatos em pelo menos 30 municípios

Mesmo com o contexto negativo, no qual o governo Jair Bolsonaro não é mais visto por lideranças políticas como promissor para alavancar candidaturas nas eleições municipais de outubro deste ano, tanto no Espírito Santo como no restante do País, o coordenador estadual do PSL, ex-deputado federal Carlos Manato, nega debandada da sigla por causa da saída do presidente e diz que houve apenas algumas desfiliações. 

Segundo ele, essas pessoas que devem ser desfiliar da legenda não disputariam as eleições. “São filiadas por causa de Bolsonaro e vão aguardar o partido de Bolsonaro e vão com ele”, explicou. Manato afirmou, ainda, que o PSL terá candidatos nas eleições deste ano em pelo menos 30 municípios e destacou, entre outros, os deputados estaduais Capitão Asssumção e Danilo Bahiense para disputar, respectivamente, as prefeituras de Vitória e Vila Velha.

Ele comentou também as articulações de Assumção, que, no próximo dia 8, fará um movimento em Jardim Camburi visando colher assinaturas para o novo partido do presidente, o Aliança pelo Brasil. “O Capitão Assumção também tem uma ligação muito forte com Bolsonaro. As pessoas podem fazer o que quiserem individualmente, mas não acreditamos que esse partido fique pronto para as eleições de 2020”. 

A saída do presidente do PSL e a criação do Aliança pelo Brasil e principalmente os frequentes retrocessos da gestão, cuja avaliação negativa subiu de 34% para 38%, em dezembro, segundo pesquisa CNI/Ibope, não esmorecem Manato: 

“O apoio a Bolsonaro é incondicional”, afirmou Manato, e destacou o trabalho na Câmara Federal da deputada Soraya Manato, com quem é casado. “Bolsonaro é o nosso candidato a presidente em 2022, o PSL vai ter esse compromisso com ele”. 

Sobre o Republicanos, a mais forte aliança mantida pelo PSL no Estado, Manato disse que está conversando. Com a declaração, ele muda o cenário formado em fevereiro de 2019, quando disse ter sido traído por Erick Musso, eleito presidente da Assembleia, que não colocou o deputado Torino Marques na vice-presidência da Casa, descumprindo acordo que teria sido feito com o PSL. O ambiente mudou e, nessa sexta-feira(3), Manato afirmou:

“O Republicanos é um grande parceiro. Em alguns municípios, nós vamos caminhar juntos no primeiro turno e em outros no segundo turno. A parceria está boa”. 

Como o PSL, o Republicanos também se apresentava no Estado como um partido promissor para as eleições desse ano. No entanto, ocorrências registradas nos dois últimos meses de 2019 mudaram o cenário e provocaram impacto negativo em uma das mais representativas lideranças da sigla, o deputado Erick Musso. 

Tudo por conta das eleições antecipadas para a Presidência da Assembleia, em 27 de novembro, estopim para trincar o relacionamento com o governador Renato Casagrande e gerar ações judiciais. Além disso, bases partidárias foram atingidas com reflexos nas articulações para as eleições de outubro. 

A crise no PSL estourou em outubro do ano passado entre o deputado federal Luciano Bivar, presidente nacional, e alas de poder ligadas a Jair Bolsonaro. No centro da questão, disputas por fatias de poder, incluindo o Fundo Partidário. 

O conflito se estendeu até a base de sustentação do governo no Congresso Nacional, provocando enormes revezes na aprovação de matérias, além da repercussão negativa, agravando ainda mais a situação de Jair Bolsonaro, que demonstra despreparo para a função e é responsável por uma das mais desastrosas gestões públicas no País.  
 

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2 Comentários
  • Arnaldo , sábado, 04 de janeiro de 2020

    este Partido nunca valeu nada, nao é agora que vai valer. ele ja deu o que tinha que dar, os MILICIANOS da familia Bozo, ja saiu. agora com meia duzia de gatos pingados, sem exprenções politicas, pensam que podem fazer alguma coisa, o povo ja acordou, nao vai cair mais nessa de MILICIAS

  • José Vieira dos Santos , sexta, 10 de janeiro de 2020

    Bolsonaro está acertando em muitos aspectos, seu rompimento com o PSL é devido a influência de Paulo Guedes e também dos seus filhos. O PSL é o equilíbrio perfeito entre o liberalismo e a social democracia. Nós já caímos na história do Delfim Neto de deixar o bolo crescer para depois dividir. O bolo cresceu e Collor, FHC, Lula, Dilma e a maioria do Congresso comeram deixando o povo chupando dedo. O Bolsa Família é quase uma esmola para a pobreza não ser exterminada pela fome, como fez Stalin na Ucrânia ao apropriar a produção de alimento e fazer limpeza étnica. A esquerda dizia que Bolsonaro iria acabar com esse programa, ele melhorou acabou com os desvios e garantiu até um 13. Mas, o novo partido do Presidente deveria conservar o olhar pelo social que elegeu Bolsonaro no PSL.

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