Atletas surdas capixabas buscam apoio para participar de campeonato na Suíça

Integrantes da seleção brasileira de surdoatletas, Thalita e Lili podem levar o ES ao mundial de futsal

Thalita Mozer e Elidiane Oliveira, a Lili, são duas atletas surdas capixabas selecionadas para disputar o Campeonato Mundial de Futsal de Surdos 2019, que acontece de 9 a 16 de novembro em Winterthur, na Suíça.

A convocação foi feita em março último, pelo presidente da Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS), Alexandre Dale Couto. “A oportunidade de representar o Brasil é motivo de orgulho para todos que apoiam sua participação e acreditam no potencial de nossos surdoatletas”, afirma o presidente da CBDS.

Mas a grande oportunidade de representar o Espírito Santo e o Brasil em um campeonato mundial está dependendo de apoio financeiro. Por isso, no momento, ao treinamento diário no Estado se soma a luta para conseguir o custeio de todas as despesas da viagem para o outro lado do Atlântico, durante treze dias. A estimativa é de R$ 13 mil para cada atleta, fora despesas com alimentação.

Desse subtotal, Talita conseguiu cerca de R$ 4,4 mil, de uma corretora de seguros, que irá patrocinar hospedagem, traslados dentro da Suíça e kit-roupa. E Lili está com as passagens internacionais compradas pela própria mãe.

Em busca do custeio total, as famílias já bateram à porta da Assembleia Legislativa, por meio da Comissão de Turismo e Desporto, presidida por Carlos Von (Avante), de gabinetes de vereadores de Vila Velha, onde reside uma das surdoatletas, e da Secretaria de Estado de Esportes, onde elas ouviram o anúncio de um edital de apoio a atletas que será publicado em novembro, e pode render uma ajuda de custo de R$ 1,5 mil/mês a partir de 2020. 

As famílias já têm sustentado gastos mensais de mais de R$ 500,00 para os treinos da Federação Brasileira de Surdoatletas em Jundiaí/SP, para os quais também buscam apoio. “Se ela perder dois treinos, fica fora, colocam uma suplente no lugar”, teme Lourdilene Mozer, mãe de Thalita. Os treinos táticos mensais acontecem desde fevereiro de 2018, quando as duas conseguiram, por meio de vaquinha e apoio do Estado, participar da seletiva e serem classificadas para a Confederação Brasileira.

“Eles [CBDS] colocam o sonho na cabeça dos jovens e das famílias, mas não ajudam, a gente que tem que encontrar um jeito”, constata Lourdilene. “Mas nós vamos conseguir”, afirma, confiante.

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