Ato em Defesa da Educação sairá da Ufes e do Ifes em direção à Assembleia

Mobilização está marcada para o dia 13. Nesta semana, panfletagem e debate na Câmara dos Deputados

A Greve Nacional da Educação, ato chamado de 13A por se realizar no próximo dia 13 de agosto, terá concentração na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no campus Goiabeiras, e no Instituto Federal capixaba (Ifes), em Vitória, às 16h, com caminhada até a Assembleia Legislativa, na Enseada do Suá. Até lá, mobilizações preveem assembleias, panfletagens, debates e outras ações.

A intenção é que o movimento seja maior que os realizados em maio deste ano e que levaram milhares às ruas da Capital contra os primeiros cortes nos orçamento das instituições de ensino federal.  No final do mês passado, o governo Jair Bolsonaro anunciou novo contingenciamento para o Ministério da Educação (MEC), que já tem R$ 348,5 milhões bloqueados.

O novo corte tem causado reação também no Congresso Nacional. Nesta quarta-feira (7), a Comissão de Legislação Participativa se reúne em audiência pública para discutir o “desmonte” na educação pública. O evento é convocado pelos deputados Glauber Braga (Psol-RJ) e Talíria Petrone (Psol-RJ).

Os parlamentares argumentam que esse "desmonte" é caracterizado por cortes orçamentários e perseguição política dos profissionais da educação. “Os recentes contingenciamentos do Ministério da Educação - cerca de 40% na educação básica e 30% na educação superior - acabam por inviabilizar a educação pública, a produção de pesquisas e a garantia de acesso e permanência das crianças e jovens nas respectivas instituições educacionais”, afirmam os parlamentares à Agência Brasil.

Deverão participar da audiência pública o representante da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Antônio Alves Neto; o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Antônio Gonçalves Filho; a diretora de Direitos Humanos da UNE, Luiza Foltan; o representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), reitor Reinaldo Centoducatte.

Reforma da Previdência

Os movimentos sociais também estão mobilizados contra a reforma da Previdência Social, que deve ser votada em segundo turno na Câmara Federal nesta terça-feira (6). Um grupo de militantes, a partir desta segunda-feira (5), pela parte da manhã e da tarde, tem abordado parlamentares capixabas no aeroporto de Vitória pedindo apoio contra a aprovação da matéria. Já na terça-feira (6) uma panfletagem será realizada às 9h. 

O corpo a corpo com deputados federais e senadores capixabas se dará no momento que eles embarcarem para Brasília, quando serão abordados por lideranças sindicais que cobrarão comprometimentos com a classe trabalhadora. 

Na primeira votação da reforma da Previdência, concluída em 12 de julho, dos 510 deputados presentes na Câmara Federal, 379 deles votaram contra os direitos dos trabalhadores e servidores públicos. 

“A reforma ataca, em 90% de suas medidas, os mais pobres. Trabalhadores que ganham de R$ 2 mil para baixo são os mais atingidos”, reforça  o presidente da Associação de Docentes da Ufes (Adufes), José Antônio da Rocha Pinto.

A avaliação das lideranças é que o trabalhador está mais atento aos riscos de perda de direitos depois que a Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno as novas regras para a aposentadoria como obrigatoriedade da idade mínima (65 para nos homens e 62 para as mulheres), e mudança nos cálculos dos benefícios para reduzir os valores das pensões para as viúvas e até para os aposentados por invalidez.
 

Leia Também:

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
0 Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Matérias Relacionadas

Terceiro protesto da Educação expõe sucateamento e risco de privatização

Ato da Greve Nacional realizado em Vitória contou com passeatas e críticas ao programa Futura-se

Ufes e Ifes mobilizados para a greve nacional da Educação

Um dia antes do ato, Ufes divulga comunicado de contenção de despesas. Professores aprovam paralisação

Trabalhadores da educação farão greve nacional em 13 de agosto

No Estado, movimento deve ser puxado pela Ufes contra projeto de privatização da universidade 

Novo protesto contra cortes na educação pública será realizado nesta quinta

Assim como no ato histórico 15M, duas passeatas vão deixar, por volta das 16h30, a Ufes e o Ifes