Ato nacional cobra inclusão da população de rua no Censo 2020

Entidades ocuparão, na segunda-feira, a sede do IBGE em Vitória

Com o tema “Inclusão no Censo, já!”, entidades sociais ocuparão na próxima segunda-feira (23), em Vitória, a sede do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por duas horas, para cobrar a inclusão da população em situação de rua no Censo de 2020.

O ato faz parte da XII Ação Nacional Criança Não é de Rua e ocorre em todas as capitais do País. Em Vitória, a concentração será às 10 horas, em frente ao Edifício Palácio do Café, sede do IBGE, na Avenida Nossa Senhora da Penha.

Durante a mobilização, será entregue um manifesto à direção do Instituto, bem como solicitada uma reunião. Os organizadores do ato apontam que a invisibilidade de crianças, adolescentes e adultos nos levantamentos oficiais impede a destinação de recursos orçamentários e a elaboração de políticas públicas eficazes.

“Um quarto de século depois, o Brasil não sabe quantas crianças e adolescentes estão em situação de rua e o IBGE ainda não desenvolveu uma metodologia que permita mensurar a realidade de crianças, adolescentes e adultos que sobrevivem nas ruas”, criticam.

A ação nacional acontece no dia em que a “Chacina da Candelária” completa 25 anos. A tragédia que vitimou oito crianças e adolescentes no Rio de janeiro, em 1993, chocou o Brasil e o mundo.

“Não ter dados consolidados nacionalmente sobre está problemática, condena estes refugiados urbanos a ausência completa de cidadania. Diagnosticar esta população para conhecer quem são, quantos são, onde estão, como vivem; e assegurar seus direitos”, alertam.

A Defensoria Pública da União ajuizou uma ação civil pública pedindo ao IBGE a inclusão deste público no Censo a ser realizado em 2020.

Criança não é de Rua

Realizada anualmente com objetivo de dar visibilidade à situação de rua de crianças e adolescentes no Brasil, a ação nacional tem o objetivo de sensibilizar a sociedade e reivindicar do poder público ações para enfrentar este fenômeno social.

Nesta XII edição, o Movimento Nacional da População de Rua se integra à atividade ao lado de movimentos que defendem o direito à terra e moradia, por exemplo.

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
0 Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Matérias Relacionadas

“Fora Renova, queremos Samarco!”, exigem pescadores atingidos em Baixo Guandu

Manifestantes só liberarão a estrada de ferro da Vale na presença de representantes das empresas

Pescadores protestam contra Samarco/Vale-BHP nesta segunda (14) em Baixo Guandu

Ato repudia a permissão da Justiça para empresa descontar o auxílio emergencial do valor das indenizações

Ato nesta terça-feira protesta contra fechamento da Escola Geração

Ação movida pelo Bandes ameaça o projeto inclusivo e humanitário desenvolvido há 50 anos em Vitória

Termômetro

Assim como em outros 19 estados, reação das mulheres ao palanque Bolsonaro-Manato será testada em Vitória