Audifax alinha vereadores mas não impede manifestação popular sobre CPI da Saúde

Sociedade civil cobrou medidas urgentes para retomar as investigações, após trégua entre os poderes

A trégua entre o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), e a maioria dos vereadores depois de um período de ânimos acirrados, com denúncias e ameaças dos dois lados, não conseguiu impedir uma manifestação popular, nessa sexta-feira (5), para a reabertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades na área da saúde do município. 

Os manifestantes cobram providências sobre as denúncias que vieram à tona com a CPI, que foi suspensa por decisão judicial e, também, por desinteresse de vereadores, alguns declaradamente da oposição, que se alinharam ao prefeito. O único foco de resistência que ainda resta é o presidente da Câmara, Rodrigo Caldeira (Rede). 

A Câmara da Serra abriu CPI da Saúde no dia 3 de abril desse ano, com o depoimento da ex-servidora Elaine Nascimento Santos, representante dos Interconselhos Municipais. A convocação foi feita pelo vereador Basílio Neves (Pros), presidente da CPI, aprovada por 16 dos 23 vereadores, na sessão do dia 22 de março. Serão investigadas supostas irregularidades em contratos celebrados entre a Prefeitura da Serra e empresas prestadoras de serviços, incluindo o pagamento de propina.     

Nessa sexta-feira, grupos da sociedade civil organizada cobraram medidas urgentes para restabelecer as investigações no âmbito da Câmara de Vereadores. Os manifestantes denunciaram boicote aos protestos, realizados na BR-101, na divisa dos municípios de Vitória e Serra. “Muitas pessoas foram pressionadas a não comparecer”, afirma Elaine Nascimento Santos.  

Portando faixas e cartazes exigindo a volta da CPI da Saúde e condenando a terceirização do setor no município, eles relembraram denúncias contidas na CPI, inclusive pagamento de propina, e a precarização dos serviços prestados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). 

Em abril passado, a ex-servidora relatou uma série de irregularidades que provocam uma situação caótica na saúde do município. Ela destacou falta de fiscalização aos plantões de médicos, enfermeiras e de outros profissionais, além de problemas com estoques de medicamentos nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e em assinaturas de contratos de forma irregular, por pessoas não autorizadas. 

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