Audifax e Casagrande articulam disputa da Amunes já de olho em 2022

Prefeito da Serra e o governador se empenham em ampliar apoios nas prefeituras municipais

A sucessão do governador Renato Casagrande (PSB), daqui a quatro anos, já está colocada e torna intensa a mobilização de prefeitos, iniciada com a suspensão dos convênios firmados pelo ex-governador Paulo Hartung, em 2018.

O nível de insatisfação provocada com a medida, adotada logo no início do atual governo, serve de combustível para esquentar a disputa entre o governador e o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede). 

Um dos principais desdobramentos é a eleição para a diretoria da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), prevista para março próximo, que deve funcionar como um termômetro da sucessão de 2022. 

A adesão de prefeitos conta, e muito, para a reeleição de Casagrande, que passa pela superação ao seu principal oponente, Audifax Barcelos, em termos de volume de alianças com os municípios. 

Audifax está a todo vapor, tentando viabilizar sua candidatura à Amunes, enquanto Casagrande infla, de forma discreta, o prefeito de Viana, Gilson Daniel (Podemos), que foi atropelado pelo então governador Paulo Hartung na eleição da entidade em 2017. 

Na época, o governo impôs o nome do atual presidente, Guerino Zanon (MDB), prefeito de Linhares. A eleição de Zanon foi bastante tumultuada, até com denúncias de ameaças de agentes públicos a prefeitos, que fizeram com que mais de 11 deles retirassem o apoio a Gilson Daniel. 

A candidatura de Audifax ao governo do Estado carrega, também, a digital do ex-governador Paulo Hartung e pode contribuir para promover uma reaproximação do prefeito com o ex-prefeito Sergio Vidigal (PDT), que de antigos aliados viraram desafetos políticos. Prova disso foram elogios a Vidigal proferidos por Audifax, no início deste mês, durante a posse dos novos professores municipais. 

Além disso, Audifax e Guerino Zanon foram os únicos prefeitos que se negaram a devolver os recursos dos convênios firmados com Paulo Hartung, marcando o clima de enfrentamento, e segundo o mercado político, se articulam para garantir a eleição de Audifax. 

Como articulador habilidoso, o prefeito da Serra sabe do potencial, mesmo que em baixa, de Vidigal, e sua relação com Hartung, fatores que poderiam ser fortalecidos primeiramente com a sucessão municipal, em 2020, e depois na eleição ao Palácio Anchieta, em 2022. 

Para chegar com força na próxima disputa ao governo, Audifax terá que superar a prova de sua sucessão, elegendo um de seus candidatos, Nylton Rodrigues, ex-secretário de Segurança na gestão Hartung, ou o deputado estreante Alexandre Xambinho (Rede). Um deles deverá concorrer com o deputado Bruno Lamas (PSB), convocado neste mês para o posto de secretario de Trabalho do governo Casagrande.

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
1 Comentários