Blocos se organizam por melhorias no Carnaval do Centro de Vitória

Representados desde o ano passado pelo Blocão, 14 agrupações discutem com poder público questões da festa

Depois do Carnaval de 2019, os blocos do Centro de Vitória começaram a se organizar e criaram o Blocão, um espaço de articulação da sociedade civil para contribuir com uma melhor organização do carnaval no bairro, que é o ponto de maior fluxo de pessoas durante as festividades.

O crescimento significativo que vem acontecendo, a cada ano, no Carnaval de Vitória gera por um lado euforia e, por outro, preocupação. “As pessoas estão ficando na cidade não apenas por falta alternativa ou oportunidade para sair. O Centro virou um destino certo para quem quer curtir”, diz Stael Magesck, do bloco Pela Donas do Centro, que integra o Blocão junto com outros 13.

A movimentação do conjunto de blocos busca especialmente cobrar do poder público para solucionar problemas que ocorreram no ano anterior, como a falta ou mau posicionamento dos banheiros químicos e o uso de caixas de som de alta potência após os blocos de forma não autorizada. Chamado para compor a comissão de organização do Carnaval de Vitória, o Blocão tem levado as demandas dos blocos do Centro para o poder público. 

Um dos pontos questionados pelo Blocão é a necessidade de mudança do decreto que rege o carnaval de rua, oriundo de 2017, que o grupo considera que não consegue atender as necessidades devido ao grande crescimento dos últimos três anos. “É preciso ampliar o olhar e atualizar o decreto”, diz Stael, que também é diretora de Cultura da Associação de Moradores do Centro de Vitória (Amacentro). A preocupação central para os poderes públicos é a segurança pública e o efetivo das polícias para trabalhar nos dias de festa. Para Stael, o poder público precisa se adequar à nova realidade e aumentar essa atuação, tendo em conta que o Carnaval tem gerado renda, movimenta o turismo, comércio e outros setores econômicos", completa.

O acordo que chegou-se é que os blocos de maior porte, como Regional da Nair, Bekoo das Pretas, BatuQdellas irão sair na Avenida Beira-Mar, já que a prefeitura transferiu para lá os desfiles da Avenida Jerônimo Monteiro. Assim busca-se evitar o transtorno que possam causar por conta dos trios elétricos circulando pelas ruas mais estreitas e habitadas. Já os blocos menores, irão ter circuitos próprios dentro dos bairros.

A articulação dos blocos é acompanhada também pela Amacentro, que também vem articulando junto a cada um deles uma campanha para divulgar questões importantes para as festas como a importância de preservar e não depredar o patrimônio histórico, da utilização dos banheiros químicos e de não urinar nas ruas, do respeito às mulheres e aos idosos, entre outros valores.

Entre as novidades que desfilam neste ano no Centro de Vitória estarão os blocos Oficina, Simpatia, Bloco Bleque e Maluco Beleza, este em homenagem a Raul Seixas.

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1 Comentários
  • Amora Oliveira , sábado, 25 de janeiro de 2020

    Boa noite, acho super válido a valorização da cultura capixabas, e o seu patrimônios históricos e sua arte. Mas vamos acorda, é um estado quebrado não somente de arte e cultura, mas educação e respeito e conscientização humanitária. Pois o ES em seus interiores pontos turísticos e culturais, estão de baixo d'água e vários pessoas desabrigados e necessitados, será que seria correto eu rir, gasta, destruir, pois por mais que haja banheiros químicos nem todos usam o msm, vão sujar, tudo msm destruir, pois é o instinto animal humanos irracionais que ainda existem e não podemos negar. Nossos amigos, IRMÃOS ou até mesmo familiares hoje sofrem e não tem nem idéia de como começar pois perderam tudo tudo... E hoje precisam de apoio físico, emocional e mental, pois sofrem com tantas dores e perdas, e nossos blocos vão festejar a dores e destruição do nosso próprios SANGUE. Por mim cancelem o carnaval e o investimentos ajudem a quem precisa pelas perdas da tragédias naturais ocorridas. Axé e fé 🙌💚🙌

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