Casagrande anuncia plano estratégico, critica PH e descarta reajuste salarial

O governador Renato Casagrande falou 45 minutos na Assembleia e depois foi sabatinado pelos deputados

O governador Renato Casagrande (PSB) colheu resultados positivos nesta segunda-feira (11), quando apresentou, na Assembleia Legislativa, o Plano Estratégico para os próximos quatro anos. Anunciou a criação de conselhos regionais de desenvolvimento, um fundo soberano com recursos dos royalties de petróleo para investimentos em infraestrutura, e melhorias nas áreas de educação, saúde e mobilidade urbana, inclusive o transporte aquaviário.


Foto: Leonardo Sá

O governador destacou a gestão passada, do ex-governador Paulo Hartung, que chamou de herança precária, e afirmou não ter nenhuma condição de assumir melhoria salarial neste momento, ressaltando as incertezas na política e na economia em âmbito nacional, que o leva a liderar um projeto que seja extremamente cauteloso com recursos próprios, respeitando o plano de ajuste fiscal aprovado na Assembleia e referenciado em 2016/17.  

Apesar das críticas ao antecessor, o governador afirmou que vai fazer um governo com o “pé no acelerador”, mesmo com as limitações impostas pela legislação e o momento atual da política nacional. Ele ressaltou como pontos a ética e transparência, democracia, responsabilidade fiscal e social, desenvolvimento regional equilibrado, sustentabilidade e gestão inovadora. 

O setor de Segurança Pública foi uma das questões abordadas pelo governador. Ele citou a primeira reunião de avaliação dos indicadores do eixo de proteção policial do Programa Estado Presente, realizada nesta segunda, afirmando que revelou o "sucesso do trabalho, realizado de forma integrada entre as polícias e demais órgãos que atuam no sistema de Segurança Pública e Justiça Criminal no Espírito Santo".

Dados relativos aos dois primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018, mostram que houve queda de 9% nos crimes intencionais letais (homicídios dolosos, latrocínios e lesão com morte), caindo de 222 para 202.

"Trabalhando de forma integrada as instituições tornam-se mais fortes do que o crime organizado", afirmou o governador, ao ressaltar que a falta de integração fez com que houvesse aumento da violência em alguns municípios do Estado. “Cada área tem que planejar e realizar seus trabalhos de forma integrada, para que possamos dar segurança e proteção à sociedade”, reforçou Casagrande. 

O governador apresentou medidas para o enfrentamento ao crime, destacando a violência contra mulheres e jovens negros, e citou cinco regiões que já trabalham de forma integrada.

Renato Casagrande falou durante 45 minutos e em seguida foi questionado pelos deputados. As áreas de saúde, segurança e mobilidade urbana foram as mais abordadas.  

O deputado Sergio Majeski (PSB) questionou o governador sobre indicações políticas para alguns órgãos e secretarias, destacando o Tribunal de Contas do Estado, enquanto o deputado Freitas (PSB) abordou o problema das barragens.

Respondendo ao deputado Marcelo Santos (MDB), o governador anunciou para breve o início do transporte aquaviário. Ele destacou, ao responder às perguntas sobre abastecimento de água, ligações rodoviárias entre municípios, programa de combate à pobreza, entre outros, que sua presença na Assembleia não era uma prestação de contas, o que somente ocorrerá ao final deste ano. "Só temos dois meses de governo", destacou.

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
4 Comentários
  • Juan Carlos Galante , terça, 12 de março de 2019

    Ninguém ousa? I'm sorry, Governador! O discurso é o mesmo de quem tanto critica: reajuste zero, equilíbrio fiscal e blá blá blá blá blá blá. Trabalhadores públicos capixabas: "uni-vos".

  • Araujo , terça, 12 de março de 2019

    Olá Governador, venho respeitosamente perguntar sobre a questão dos tíquetes alimentação, pois desde a sua gestão anterior, a questão está na justiça, e a PGE deu parecer favorável ao funcionalismo público. "O trabalhador é digno do seu salário", dá o que é o nosso por direito. Não é pedir demais, só o que é de direito.

  • jadson pereira jr. , quinta, 14 de março de 2019

    Entra governo, sai governo, o discurso é sempre o mesmo, criticar a gestão do seu antecessor. Se olhar por esse ângulo, nenhum deles é capacitado para administrar o estado.Se um diz que o que passou deixou o estado em condições precárias e o que assume fala a mesma coisa, são dois incompetentes. E a revisão anual, que está na constituição, vai ficando no tempo. Agora, o legislativo e o judiciário podem ser comparados, em termos salariais, a um pagodeiro famoso, um jogador de futebol no auge de sua carreira,um piloto de formula 1 e etc. Nunca tiveram problemas financeiros, vivem nababescamente(incluindo familiares). O pobre do funcionário público que sua a camisa pra tocar a máquina pública, jamais é lembrado com merece ser. Seis anos ou mais sem a revisão salarial, e pelo visto, mais quatro. Culpa da crise, que crise? A crise é só para o trabalhador que sofre com a incompetência do nossos "governantes". Inflação vai e inflação vem, o poder de compra dessa classe sofrida vai se deteriorando, mas a inflação é implacável. Isso sem falar que temos que pagar planos de saúde particular, que todo ano sofre um reajuste perverso, e quem deveria combatê-los, é aliado. SOCORRO.

  • Miquéias Rodrigues Pereira , sexta, 26 de abril de 2019

    Nós, como servidores públicos, estamos com os nossos salários defasados em mais de 20%. Ok.

Matérias Relacionadas

Deputados e prefeitos debatem distribuição dos royalties do petróleo

Deputado Marcelo Santos, presidente da Comissão de Petróleo e Gás, que formar grupo de trabalho

Abertura da 'caixa preta' dos incentivos fiscais é rejeitada na Assembleia

O Plenário da Assembleia contabilizou 18 votos, 9 x 9, levando a PEC a ser arquivada mais uma vez

No Dia do Professor, Assembleia Legislativa pode aprovar 'Lei da Mordaça'

Entidades convocam mobilização urgente contra projeto de Vandinho que afeta liberdade dos docentes

Pote cheio

Depois de “comer o pão que o diabo amassou”, Casagrande não está mais disposto a engolir mantra de Hartung