Chapa 1 sai vitoriosa da eleição do Sindilegis

Grupo da atual gestão venceu com 61% e vai lutar por novo concurso público e contra reforma da Previdência

O dia foi de eleições na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). Mas dessa vez não eram os deputados os protagonistas, mas sim os servidores da casa, que elegeram a nova diretoria do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas do Estado (Sindilegis-ES). Com 61%, quem ganhou a eleição foi a Chapa 1 - Mudar para Avançar nas Conquistas, que representa a continuidade da gestão dos últimos anos, derrotando a Chapa 2 por 155 a 98 votos.

O novo presidente da entidade sindical é Gildo Gomes, assumindo o posto de Leandro Machado, que permanece na gestão como secretário-geral, cuja diretoria será conformada por 18 integrantes. “Quando o processo eleitoral acaba, acabam as divisões, não tem vencedor nem vencido, o sindicato é de todos servidores. A missão é unificar e seguir em curso com os projetos que estão em andamento”, comentou Leandro após o anúncio do resultado.

Entre as principais metas para a nova gestão constam a realização de concurso público, um novo plano de cargos e salários e a melhoria dos auxílios que os servidores da Assembleia recebem. Na atual conjuntura, Leandro avalia que a articulação com entidades nacionais e participação nos debates e lutas importantes no país também serão fundamentais para garantir os direitos dos servidores. “Temos que ter atenção em relação à luta nacional contra a reforma da Previdência e ataques vindos do governo federal”, disse ressaltando a importância de ampliar o pertencimento à Federação Nacional dos Servidores dos Poderes Legislativos Federal, Estaduais e do Distrito Federal (Fenale) como parte da estratégia para barrar os retrocessos.

Nos últimos mandatos da Casa, o sindicato tem aberto diálogo com a Mesa Diretora, presidida pelo deputado Erick Musso (PRB), que recebeu o grupo eleito em seu gabinete junto com o deputado federal Amaro Neto (PRB). “Temos boa relação com a Mesa Diretora e deputados e o apoio dos servidores, como demonstrado na eleição. Vamos em frente para preservar direitos dos servidores e fazer esse enfrentamento no Congresso Nacional”, disse Leandro, que falou em nome do presidente eleito, que teve que se ausentar da festa da vitória por conta de problemas de saúde no âmbito familiar. O lobby contra a reforma da Previdência poderia ter começado ali mesmo, já que Amaro faz parte da base de apoio do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e ainda não se manifestou publicamente sobre sua posição.

Lincoln Alves Miranda, vice-presidente da Fenale, acompanhou o pleito durante todo dia como observador. “Tudo ocorreu dentro da normalidade no recinto de votação, não teve nenhum incidente”. Ele aproveitou para ressaltar a importância da luta contra a reforma da Previdência. “Temos que tentar angariar voto para tentar derrubar esse projeto nefasto para os servidores, convencer deputados e senadores de que essa reforma não é boa para os trabalhadores”, destacou, enfatizando que a entidade nacional tem realizado conversas com os congressistas em Brasília.

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