Círculo Palmarino recebe propostas para programação coletiva do 13 de maio

Cadastro de atividades, que serão realizadas na Grande Vitória e no interior, pode ser feito até o dia 5

A cada 10 jovens assassinados no Espírito Santo, sete são negros ou negras. Essas e outra estatísticas não deixam dúvidas de que, mesmo passados 131 anos da abolição da escravatura, a população negra é a mais vulnerável, tendo seus jovens vítimas de um verdadeiro extermínio, sempre em curso e cada vez mais forte. 

Para continuar a resistência e discutir o tema no mês de maio, simbólico de luta em função do aniversário de assinatura da Lei Áurea, a entidade do movimento negro Círculo Palmarino propõe a realização da II Jornada de Luta Contra o Extermínio da Juventude Negra no Espírito Santo. A programação terá início no dia 13 de maio e seguirá até o dia 31. 

“Será uma programação construída coletivamente, que contará com diversas atividades na Grande Vitória e no interior, nas comunidades, morros, praças, ruas, becos, escolas, quilombos, faculdades, parlamentos, enfim, em vários espaços para reafirmar e fortalecer nossa luta pela vida e contra o racismo. Assim, convidamos sua organização ou instituição a participar dessa construção”, diz o texto que divulga a Jornada.

Para sugerir uma programação, é preciso cadastrar o evento aqui. Pode ser um debate, roda de conversa, seminário, ato público, show, sarau, batalha, palestra, grupo de estudo, aula pública, cineclube, audiência pública, intervenção artística, torneio, entre outras. O cadastro poderá ser feito até o dia 5 de maio.

Reflexos da Escravização

No texto que divulga a jornada, o Círculo Palmarino ressalta que, em maio deste ano, quando se completa 131 anos de decretação da abolição, os reflexos da escravização ainda são sentidos, mesmo passado mais de um século da assinatura da Lei Áurea, sendo uma abolição inacabada no cotidiano da sociedade brasileira. 

Para a entidade, uma das perversidades do racismo nos dias atuais é o extermínio da juventude negra. “Milhares de jovens negras e negros são mortos anualmente em nosso país. Famílias são fuziladas e crianças são assassinadas na porta da escola”. 

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1 Comentários
  • Robson Alves Damasceno , terça, 30 de abril de 2019

    Infelizmente o texto é a pura realidade, pois são 131 anos de mentiras e falsidade com essa parte da população tão sofrida e estigmatizada; é só analisar as estatísticas que observamos claramente que os negros são a grande maioria nos presídios, vítimas de homicídios ainda tão jovens, subemprego etc. Abolição da escravatura foi uma grande mentira, para deixar de indenizar quem ajudou a construir parte de nossa riqueza.

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