Clube de leitura reúne leitores e escritores do sul do Espírito Santo

A Sociedade Epicureia está com inscrições abertas para participar dos encontros mensais em Venda Nova

Um clube de leitura vem contribuindo com a difusão e discussão sobre literatura em Venda Nova do Imigrante, região serrana do Estado. Funcionando desde março de 2019, a “Sociedade Epicureia: clube de leitura literária” surgiu no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) localizado no município e começa sua terceira temporada no dia sete de março, às 14h, na cantina do Ifes. Os interessados em participar devem preencher um formulário online.

Este primeiro encontro terá como tema o livro Vamos aquecer o sol, de José Mauro de Vasconcelos. As obras seguintes da temporada serão Fahrenheit 451, de Ray Bradbury; Fama Volat, de Francisco Grijó; A hora da estrela, de Clarice Lispector; e Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez. A exemplo do ano passado, quando o grupo recebeu o escritor capixaba Paulo Sodré, neste semestre Francisco Grijó será participante para poder conversar sobre sua obra com os integrantes do clube de leitura.

Até o momento, a Sociedade Epicureia já debateu nove obras literárias e certificou mais de 70 participantes. Doutor em Literatura e professor do Ifes, Rafael do Carmo, que coordenada a iniciativa que funciona como projeto de extensão do Ifes, conta que a iniciativa surgiu a partir de um grupo de estudantes que buscava um momento e espaço para discutir sobre obras literárias, mas acabou ganhando maior amplitude. “Aberto à comunidade externa, começamos a receber pessoas de outras escolas e até de outros municípios”, conta, citando locais como Conceição do Castelo, Vargem Alta e Brejetuba.

Um deles é o estudante universitário Ozeias Real, que viaja 1h30 desde Conceição do Castelo para participar dos encontros do clube da leitura. “Para mim, as tardes de sábado, dedicadas aos debates, se tornaram divertidas e interessantes. De pequenos leitores até os mais ávidos por leitura, o clube é um lugar onde a imaginação se faz presente. Onde ler é uma paixão comum”, diz.

Para Rafael do Carmo, o projeto atende a uma demanda do município e imediações, já que apesar de haver uma forte participação da cultura tradicional relacionada com os imigrantes e as festas populares, há carência de outros tipo de iniciativas culturais. “Temos aprendido, com nosso clube de leitura, os grandes benefícios advindos da leitura socializada e visto o quanto esta pode ser uma prática agregadora, potencializando inclusive o encontro e o diálogo entre diferentes gerações”, considera, levando em conta a grande diversidade etária do grupo, que vai desde jovens até idosos.

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