Comissão de Educação da Assembleia recebe denúncia de assédio moral em escola

O deputado Vandinho Leite, presidente da Comissão de Educação, não teria dado respostas às denúncias

Somente nesta segunda-feira (20), professores da escola Aristóbulo Barbosa Leão, localizada em Jardim Limoeiro, município de Serra, conseguirão formalizar denúncia de assédio moral na unidade de ensino, três meses depois de apresentada, sem obter resposta, ao deputado Vandinho Leite (PSDB), presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa. 

O caso, encaminhado ao parlamentar em 20 de fevereiro de 2019, foi novamente protocolado no último dia 17, desta feita à Comissão de Educação da Assembleia, que tem como vice-presidente o deputado Lorenzo Pazolini (sem partido) e como membros os também deputados Sergio Majeski (PSB), Emílio Mameri (PSDB) e Dary Pagung (PRP).  A denúncia, com pedido de providências imediatas, será lida na sessão desta segunda-feira dessa comissão.
 
O documento relata perseguições, que provocaram inclusive afastamento de servidores e ameaças de suicídios, constatados em laudos médicos, em decorrência de assédios e perseguições a que foram submetidos servidores da escola. Em decorrência dessa situação, a escola Aristóbulo Barbosa Leão, uma das mais tradicionais do município, experimenta um esvaziamento de alunos provocado pelos próprios responsáveis pela gestão. 

Os professorem questionam o esvaziamento, de forma suspeita. “Nos anos de 2018 e 2019 foi possível notar e vivenciar um esvaziamento da escola, principalmente no turno vespertino, onde, em 2018 tivemos apenas, 14 turmas e no ano de 2019, iniciamos o ano letivo com seis turmas fechadas, tendo aumentado para nove até meados de fevereiro”.  

Na denúncia, os professores afirmam: “A direção atual da EEEFM Aristóbulo Barbosa Leão assumiu os trabalhos no final do mês de fevereiro de 2018, após a exoneração do diretor anterior. Desde então, vários fatos ocorreram e que se configuram como uma gestão baseada no autoritarismo, centralização e não atenção às relações humanas, tão fundamentais em um ambiente escolar”. 

A denúncia foi encaminhada à Comissão de Educação depois que as perseguições aos denunciantes aumentaram, havendo casos de depressão e afastamento de profissionais das atividades escolares, segundo laudos médicos. Sem obter resposta da parte da Vandinho para os problemas, os denunciantes foram orientados a buscar providências junto à Comissão
 

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