Comissão de Finanças convoca chefe da PC para prestar esclarecimentos

Deputado Euclério Sampaio, presidente do colegiado, confirmou convocação, mas manteve motivo em sigilo

A Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa convocou o chefe da Polícia Civil do Estado (PC-ES), José Arruda, para prestar esclarecimentos em reunião que será realizada no próximo dia 16. O motivo seria a necessidade de Arruda esclarecer assuntos relacionados às finanças de sua gestão à frente da PC. Os fatos e/ou possíveis irregularidade estão sob sigilo.  

A convocação de Arruda foi aprovada em reunião extraordinária da Comissão de Finanças realizada nessa segunda-feira (2). O presidente do colegiado, deputado Euclério Sampaio (sem partido), disse apenas que assunto está em sigilo e que Arruda prestará depoimento sob juramento. Sendo o deputado, da base governista, tudo indica que há gravidade nos fatos que envolvem o delegado-geral da Polícia Civil. Nos bastidores, em fontes extraoficiais, circulam informações de que José Arruda supostamente estaria envolvido em fraudes no uso de recursos.

Júnior Fialho, da Associação de Investigadores do Espírito Santo (Assinpol-ES), também reforçou o sigilo sobre o que será abordado na reunião da Comissão de Finanças, que é tratado da mesma maneira até pelas entidades de classe de policiais. Revela, no entanto, a insatisfação com o atual chefe da Polícia Civil, considerado midiático, não representante da classe dos policiais civis, e omisso em fazer a defesa da categoria.  

No último dia (25), dois investigadores que participavam de uma passeata dos agentes da Segurança Pública do Espírito Santo foram afastados de suas funções por Arruda, depois que um vídeo circulou nas redes sociais mostrando os policiais em tom agressivo com um funcionários dos Correios que estava numa moto. 

Numa nota de repúdio, assinada pela Assinpol-ES e pelo Sindicato dos Investigadores do Estado (Sinpol-ES), os policiais afirmam que a atitude do delegado-geral da Polícia Civil foi precipitada e “contrária aos preceitos legais e constitucionais, que antes de estabelecer uma apuração isenta, técnica, equilibrada e pautada na busca pela verdade dos fatos, determinou a imediata instauração de Processo Administrativo Disciplinar com afastamento sumário das funções dos policiais civis”. A medida também foi encarada como represálias pelas manifestações que estão em curso e que pleiteiam reajuste salarial. 

A Assimpol, inclusive, estuda medidas judiciais a serem adotadas contra o delegado-chefe por sua conduta de afastar os policiais antes de apurar os fatos. Além disso, também organiza uma série de protestos pedindo ao governador Renato Casagrande a substituição do delegado-chefe. Para as entidades de classe, Arruda utiliza-se do cargo para obter uma exposição midiática, pois tem interesse em se lançar como candidato nas próximas eleições. O delegado-chefe, segundo a Assimpol, tem se mantido como fonte constante nas entrevista concedidas aos veículos de comunicação, assumindo inclusive o lugar que seria de outros delegados. 
 

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