Comunidade se mobiliza em defesa de escola estadual de Castelo

Professores e estudantes da EEEM Emilio Nemer querem que o Estado desista da intenção de fechar a escola

Passeatas, reuniões com lideranças políticas e petição eletrônicaAlunos e professores da Escola Estadual de Ensino Médio Emilio Nemer, no centro de Castelo, região serrana do Estado, estão em campanha para que o governo não feche a instituição.


Foto: Mirely Valani

No abaixo-assinado, a comunidade escolar afirma que a Emilio Nemer, conhecida como Cetec, devido ao período em que funcionou como escola técnica, “é um marco de nossa comunidade, existindo há mais de 60 anos, sendo assim reconhecida pela sua qualidade e referencial educacional”.

Os boatos sobre o fechamento, no entanto, vêm de muito tempo, logo que se iniciou a reforma de outra escola de ensino médio do município, a João Bley, cujas obras estão em fase de finalização, após 16 anos. “Recentemente, os boatos ficaram mais acentuados e tomamos algumas providências”, relata a professora, Marcela Nicoli, uma das mobilizadoras. 

A EEEM Emilio Nemer oferece ensino médio e técnico para cerca de 450 alunos, distribuídos em 16 salas. A João Bley possui vinte salas para alunos de ensino fundamental 2 e ensino médio, estando com 14 ocupadas. 

“Como isso vai ser? Quantos alunos ficarão dentro da sala?”, questiona Marcela. A Emilio Nemer não tem estrutura física boa, mas a comunidade escolar é muito unida e as turmas possuem no máximo 30 alunos, informa. “De repente colocar esses alunos em salas com 50 estudantes! É complicado”, adverte, referindo-se a números mencionados em reunião com a superintendente regional, Celeida Chamão de Medeiros, nessa terça-feira (10).

Apesar de afirmar não saber de nenhum processo em curso para o fechamento expresso da Emilio Nemer, a superintendente disse haver um estudo sobre o assunto. "Ela disse que a legislação permite até 40 alunos, com 10% mais em cada sala", diz Marcela, em reprovação à projeção aventada pelo Estado.

No mesmo dia, um outro encontro reuniu o prefeito Interino, Domingos Fracaroli (PSDB), o deputado estadual Coronel Alexandre Quintino (PSL) e o presidente da Câmara Municipal, vereador Celsinho Callegário (PV), e uma comissão da escola. Segundo informado nas redes sociais da prefeitura, foi garantido apoio aos representantes e solicitado o agendamento de uma reunião em Vitória com o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, e o governador Renato Casagrande”.

Para os mobilizadores, a especulação imobiliária seria o motivo do fechamento da escola, cujo prédio está numa área muito valorizada do centro da cidade. “A gente pede diálogo com o governo porque fechar uma escola não é um processo banal. Tem envolvimento pessoal com alunos, comunidade. Já estamos a três meses do término do ano letivo e até agora ninguém falou nada com a gente”, argumenta Marcela Nicoli. 

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