Condecoração a Damares Alves terá protesto de movimentos sociais

Fórum de Mulheres organiza o ato desta segunda-feira, com concentração às 17h na Assembleia

Será com um protesto dos movimentos sociais, sindicais e dos direitos humanos que a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, será condecorada nesta segunda-feira (20) na Assembleia Legislativa.

O ato terá concentração às 17h na própria Casa, com organização do Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes), que “convoca toda a militância do Estado a participar”, sob o slogan “É pela vida das mulheres, nenhum direito a menos!”.

O objetivo é mostrar a indignação contra a concessão da mais alta honraria do Poder Legislativo capixaba – a Ordem do Mérito Domingos Martins no grau de Grã-Cruz – à ministra, em função de seus posicionamentos que contrariam as lutas históricas – “memoricídio” – do movimento feminista, indígena, quilombola e de direitos humanos em geral.

A proposta de homenagem é do deputado Lorenzo Pazolini (sem partido) – apadrinhado do ex-senador Magno Malta (PR), de quem Damares foi assessora parlamentar antes de assumir o ministério – e teve aprovação da Mesa Diretora da Assembleia. Assim que a homenagem foi aprovada, o Fórum e outros movimentos sociais se posicionaram de forma contrária, afirmando que "Damares não é bem-vinda ao Espírito Santo".

Em suas redes sociais, o Fomes afirma que, desde que assumiu o ministério do governo Bolsonaro, Damares representa “uma ameaça concreta às políticas nacionais para mulheres e uma afronta ao Estado laico, emitindo declarações contrárias ao feminismo, à educação sexual nas escolas, e que apresenta como propostas contra a violência contra a mulher ‘ensinar meninos a abrirem a porta do carro e levarem flores’ para mulheres”, além de ter dado “declarações no sentido de que as ‘ideologias que promovem a igualdade de gêneros’ são responsáveis pela violência contra mulheres”.

A “perspectiva fundamentalista da religião” propalada pela ministra, prossegue o Fórum, e “que avança cada vez mais por meio da ocupação de cargos na política, falseia as questões de gênero, responsabilizando movimentos de mulheres pela violência de gênero existente no país. A política da ministra é retrógrada e torna os movimentos sociais inimigos, particularizando uma questão que é social”, protesta o coletivo.

A convocação para o ato se estende a todos os “movimentos sociais, partidos e forças sindicais que não compactuem com a afronta aos direitos das mulheres e direitos humanos representadas pela política da ministra”.

Leia Também:

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
0 Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Matérias Relacionadas

Nenhum feminicídio pode ficar sem resposta

Mulheres de Guarapari se unem mais uma vez para se manifestar contra crimes contra mulheres no município

Tem pra todo mundo

Depois de Damares e Mourão, Ales homenageia casal Bolsonaro e ministros Moro, Guedes e Ernesto Araújo

Fomes promove Encontro pelo fim da violência contra a mulher

Atividade acontece no Mucane e marca o Dia internacional de combate à violência contra a mulher

Coletivo Dona Astrogilda fortalece movimento feminista em Aracruz

Várias atividades marcam primeiro aniversário do grupo, que será comemorado com debate na Câmara