Confete mineiro

Mais apagado do que aceso por aqui, Hartung é cortejado por empresário eleito ao governo em MG, Romeu Zema

O governador Paulo Hartung não escolheu Amoêdo (Novo) como seu candidato a presidente no primeiro turno das eleições deste ano, mas acabou cortejado pelo único governador do partido eleito no País, o empresário Romeu Zema, de Minas Gerais. Com a fama que vendeu para fora do Espírito Santo, de excelente gestor, Zema, que acaba de ser eleito em segundo turno, quer Hartung como seu conselheiro nesta fase de formação de equipe e definição de políticas públicas. A informação foi divulgada pelo blog do jornalista Lauro Jardim, em O Globo, nesta quarta-feira (31). Com o título Ponte aérea Vitória-BH, diz ainda que dois têm conversado nos últimos dias e devem se encontrar pessoalmente em breve. Quando colocou seu nome para a disputa ao governo de Minas, ainda no final do ano passado, Zema já se referia a Hartung como um exemplo a ser seguido, citando a questão fiscal. A essa altura do campeonato, com o governador do Estado a pouco tempo de deixar o mandato, e mais apagado do que aceso por aqui, um confete de fora cai muito bem. E Hartung, a gente sabe, não é de jogar fora essas oportunidades de inflar o ego.

Só um lado
Apesar de novato na política, Zema tem muito em comum com o experiente Hartung. Logo após ter confirmada sua vitória, declarou à imprensa mineira que umas das prioridades de seu governo serão acelerar o processo de licenciamento ambiental, para melhorar a vida das mineradoras e do agronegócio, e garantir o retorno da Samarco/Vale-BHP. Sobre os atingidos pelo crime, até hoje desassistidos...
 
Memória
Hartung declarou publicamente apoio ao tucano Geraldo Alckmin na disputa presidencial. Ele esteve no Estado por duas vezes em agenda da campanha.

Linha-dura
Quem também tem sido cortejada após o pleito de domingo (28) é a pupila de Hartung e hoje número 2 do Ministro da Fazenda, Ana Paula Vescovi. Também em O Globo, saiu a notícia de que ela recusou comandar a Secretaria da Fazenda no governo de Wilson Witzel (PSC), eleito governador do Rio de Janeiro. Witzel venceu a disputa em discurso afinado com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). E Ana Paula tem fama de linha-dura. Ou seja...

Linha-dura II
Aliás, o próprio economista de Bolsonaro, Paulo Guedes, também teria interesse em colocar Ana Paula na equipe do superministério anunciado nesta semana. Mas a matéria aponta que ela não teria recebido nenhum convite formal e já avisou que pretende voltar para o Estado no final da gestão Temer para fazer doutorado. Desde 2016, ela transita de lá pra cá, e vice-versa, pois a família por aqui permaneceu.

Acuma’?
Por falar nisso, Bolsonaro anunciou nesta quarta que irá comunicar o nome de seus ministros pelas redes sociais. O senador Magno Malta (PR) ainda não entrou lá, oficialmente. Mas a Coluna Esplanada publicou, na noite desta quarta: assumirá a pasta de Desenvolvimento Social, que será junto com a de Direitos Humanos. O próprio Magno, que está em Brasília, teria passado a informação. Salve-se que puder!

‘Acuma’ II?
Magno é defensor ferrenho de medidas como a pena de morte, redução da maioridade penal, prisão perpétua, e, agora, ainda corre para aprovar matéria da qual é relator, de endurecimento da lei antiterrorismo. Um verdadeiro atentado à democracia e ameaça aos militantes de movimentos sociais. Caso se confirme o cargo, não poderia cair em pasta mais contraditória.

Tabuleiro
Em meio às especulações do secretariado do governo eleito, Renato Casagrande (PSB), uma mudança já parece ter ocorrido. O deputado federal Marcus Vicente (PP), derrotado à reeleição, mas fiel ao palanque socialista, era o principal cotado para a pasta de Agricultura. A preferência, agora, é do senador Ricardo Ferraço (PSDB), que já esteve nesse posto antes. Vicente, porém, continua com acomodação garantida. Resta saber como arrumar as peças.

Nada?
Ao contrário do PSL capixaba, que ainda não entrou com tudo na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, os outros estados onde o partido fez maioria de bancada estão em campo para emplacar o comando dos legislativos. É, de fato, o esperado. Mas aqui, até agora...

Nada II?
O único nome que apareceu, mesmo assim só nos bastidores, foi do Capitão Assumção. Dos quatro parlamentares eleitos pelo partido, só ele tem experiência em legislativo, já que ocupou cadeira na Câmara Federal. 

PENSAMENTO:
“Os fatos devem provar a bondade das palavras”. Sêneca

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