DCE da UVV reivindica linha de crédito para estudantes de faculdades privadas

Estudantes também estão em diálogo por redução na mensalidade e esclarecimentos sobre EAD

O Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Vila Velha (DCE/UVV) reivindica medidas da instituição e do Governo do Estado para  garantir auxílio aos estudantes durante o período de isolamento por causa da pandemia do coronavírus. À universidade, pede redução da mensalidade e criação de alternativas para os estudantes que não têm acesso à internet, já que as aulas têm sido realizadas à distância. Já para o Governo do Estado, uma linha de crédito para alunos da graduação e pós-graduação. 

As reivindicações do DCE da UVV ultrapassam as necessidades dos estudantes dessa instituição. O Diretório encaminhou para a Ouvidoria do Governo do Estado e para a Secretaria Estadual de Educação (Sedu) um requerimento no qual solicita a criação de uma linha de crédito estudantil, com possibilidade de financiamento de até 100% da mensalidade, com taxas de juros de 1% ao ano e pagamento para dois anos após a conclusão do curso. De acordo com o DCE, os fiadores e responsáveis pelo pagamento das mensalidades encontram dificuldade para quitar o valor em meio à pandemia. 

No que diz respeito às demandas específicas dos alunos da UVV, os diálogos com a instituição de ensino já se iniciaram, como afirma o presidente do DCE, Jonas Lube. Ele informa que como as aulas serão todas à distância, não pode ser cobrado o mesmo valor das presenciais. Outra solicitação do DCE é para que a UVV informe com mais clareza sobre como vai ser essa metodologia EAD, pois estão inseguros em relação à qualidade do ensino.

O presidente do DCE destaca ainda que a entidade não é contrária às aulas à distância. “Não dá para perder o semestre. A educação à distância é uma alternativa. Mas precisamos que a UVV apresente de forma mais clara como vai ser isso e quais as ações a serem desenvolvidas para possibilitar que os alunos que não têm acesso à internet possam estudar”, diz Jonas Lube.

Professores

Depois das primeiras medidas determinadas pelo governo do Estado contra o coronavírus, como a suspensão das aulas, a UVV foi alvo de críticas por exigir que os professores comparecessem à universidade para bater ponto e retornar para casa. Os que fazem hora administrativa, como coordenadores de curso e assistentes de coordenação, estavam cumprindo sua carga horária normalmente, como alertaram na semana passada os docentes. De acordo com os professores, agora somente os que fazem hora administrativa estão indo à universidade, o que eles ainda consideram perigoso e desnecessário em tempos de pandemia.

As aulas à distância estão sendo preparadas em casa, sem necessidade de ir até o campus. Porém, professores se queixam que nem todos têm os equipamentos necessários para isso, nem condições de providenciar, pois não podem sair de casa. Outro problema, de acordo com os professores, é que muitos deles não sabem manusear as plataformas digitais e não têm tido por parte da UVV instruções suficientes para isso. 

Alguns defendem, inclusive, a suspensão das aulas por não ter em casa condições de trabalhar, como no caso dos que têm filhos, que, no momento, não podem ir à escola. Destacam, ainda, a tensão emocional diante da pandemia, tanto para alunos quanto para estudantes, o que tende a aumentar diante do agravamento da situação. 

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