Delegados requerem medidas preventivas ao comando da Polícia Civil

Reforço da limpeza e suspensão de algumas atividades estão entre as propostas listadas em ofício

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Espírito Santo (Sindepes) e a Associação dos Delegados de Polícia do Espírito Santo (Adepol/ES) requereram, na última sexta-feira (13), ao delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, e ao Conselho Geral da Polícia Civil, uma série de medidas visando reduzir a multiplicação dos casos de contaminação pelo Covid-19 (coronavírus). 

Assinado pelos presidentes das duas entidades, Ana Cecília de Almeida Magaravite e Rodolfo Queiroz Laterza, respectivamente, o requerimento sugere desde ações de reforço da higiene até a suspensão de algumas atividades, embasado em determinações já em curso ou outros órgãos públicos do Estado e do País.

No âmbito da higienização, as duas entidades pedem que seja reforçado o suprimento de álcool em gel, sabonete líquido e material de limpeza em todas as unidades policiais; que seja fornecido Equipamento de Proteção Individual (EPI) adequado, em especial aos policiais que lidam diretamente com pessoas detidas e/ou presas (inclusive em plantões 24 horas); e que se intensifiquem a assepsia de teclados, telefones, mesas de trabalho, superfícies metálicas e outros locais que possam ser ambientes propícios para a disseminação do vírus.

Os pedidos de suspensão são para as “operações policiais que não sejam de natureza urgente”, "oitivas e atendimentos de casos não urgentes, priorizando o atendimento aos casos prioritários e emergenciais”, e “o atendimento ao público externo naquelas unidades policiais que, pela precariedade da estrutura física, não atendam aos padrões mínimos de salubridade e impeçam a assepsia dos servidores e população (tal como a ausência de local apropriado para lavagem das mãos, locais de atendimento que não permitam distanciamento mínimo entre o policial e a pessoa a ser atendida, dentre outras hipóteses).

Nas demais unidades policiais, o pedido é pela redução do horário de atendimento ao público, com rodízio de servidores e opção temporária de teletrabalho para funções que possam ser desempenhadas em regime de home office (trabalho em domicílio), além de distribuição de senhas com data e horário agendado para o atendimento (preferencialmente individual), para evitar aglomeração de pessoas nas recepções. 

O requerimento sugere também a “elaboração de plano emergencial para garantir o pleno funcionamento dos plantões policiais, que podem vir a sofrer com a falta de servidores eventualmente afastados para o regime de quarentena” e a orientação, aos delegados e escrivães que, durante a realização de oitivas imprescindíveis, que “tenham o cuidado de manter a distância mínima das pessoas atendidas e evitem qualquer tipo de contato físico, lavando as mãos sempre que necessário”.

Em relação aos idosos, o Sindepes e a Adepol pedem que a população nessa faixa etária seja orientada a só procurar atendimento policial presencial em casos emergenciais e que os policiais nessa faixa etária (com maior risco de comorbidade à contaminação pelo coronavírus) possam receber “medidas ainda mais rígidas em relação à proteção à saúde do trabalhador, devendo ser temporariamente realocados em atividades que não envolvam o contato direto com o público e o transporte de pessoas presas”. 

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1 Comentários
  • claudio rocha , terça, 17 de março de 2020

    Parabéns ao sindicato citado, sou investigador da pces há 32 anos na delegacia de novo México, isso aí, na hora do problema sobra para área de segurança e médica Claudinho pces

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