Demissões de trabalhadores podem gerar nova greve dos petroleiros

Categoria afirma que a Petrobras descumpriu negociação com o Tribunal Superior do Trabalho

As demissões de dois trabalhadores da P-55, na Bacia de Campos, e de um na P-67, localizada na Bacia de Santos, podem fazer com que os petroleiros deflagrem uma nova greve no País. Segundo o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES), Wallace Ouverney, a atitude da Petrobras fere o acordo feito pela estatal nas negociações mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que estabeleceram que não pode haver demissões e outros tipos de retaliações aos grevistas. 

De acordo com Wallace, a Bacia de Campos abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas os trabalhadores são representados pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Porém, por solidariedade de classe, para reverter as demissões e para fortalecer a mobilização contra novas demissões, o Sindipetro/ES e os demais sindicatos de petroleiros do País irão se reunir virtualmente para debater a questão, não descartando a possibilidade de uma nova greve.

As demissões não são a única forma de retaliação aos grevistas, segundo Wallace. O siindicalista afirma que na P-58, que fica no Espírito Santo, depois da greve têm se intensificado os casos de intransigência por parte das chefias em relação aos trabalhadores que aderiram à paralisação. Inclusive, por meio de decisões arbitrárias, que podem colocar em risco a vida dos petroleiros, por serem tomadas sem ao menos querer escutar os responsáveis por emitir parecer técnico em termos de segurança. 

A greve dos petroleiros terminou no dia 20 de fevereiro, depois de 20 dias de paralisação em 13 estados brasileiros. Um dia depois, a Comissão Permanente de Negociação da Federação Única dos Petroleiros (FUP) participou da negociação no Tribunal Superior do Trabalho, junto com representantes do Ministério Público do Trabalho. Entre as reivindicações da categoria estavam o fim da Paridade de Preço Internacional (PPI), causa da constante elevação dos preços dos combustíveis, e a não privatização da empresa, intensificada com a venda de refinarias.

Leia Também:

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
0 Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Matérias Relacionadas

Sindsaúde aciona MPES e MPT para garantir equipamentos de proteção a servidores

Caso problema não seja resolvido logo, entidade vai protocolar notícia-crime contra Nésio Fernandes

Documentário aborda assassinatos durante greve da Polícia Militar

Disponível online, 'Sem Saída' relembra crimes sem resposta três anos depois do fatídico fevereiro de 2017

Greve dos petroleiros em Vitória terá cupons de desconto para abastecimento

Distribuição será nesta quarta-feira, às 8 horas, em frente à sede da Petrobras na Reta da Penha

Agentes dão crédito ao governo e adiam para fevereiro decisão sobre greve

Profissionais do sistema prisional aguardarão se governo enviará projeto de escalas especiais em 2020