Denúncia pede cassação de mandato de vereador de Itapemirim

O vereador Bill do SAAE é acusado de incompatibilidade no acúmulo dos dois cargos que ocupa

Uma denúncia pedindo a extinção do mandato do vereador de Itapemirim (sul do Estado), Waldemar Pereira Gama, o Bill do SAAE (PRP), foi protocolada na Câmara Municipal por Carlos Alberto Esperidion, morador do município. Ele acusa o vereador de acumular o cargo na Câmara, onde recebe R$ 7,5 mil mensais, com o de auxiliar de saneamento no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), ganhando mais R$ 5,4 mil ilegalmente, segundo o denunciante.

No documento, protocolado no último dia 9, Carlos Alberto afirma que há incompatibilidade no acúmulo das funções, pois o vereador não cumpre sua jornada de trabalho integralmente, devido a suas obrigações como vereador e viagens para cursos fora do município, "recebendo diárias pagas com dinheiro público".

O documento enumera viagens feitas pelo vereador entre 2017 e 2019 pelo mandato, com informações sobre as diárias recebidas, e ainda as faltas em decorrência das sessões da Câmara. "Em uma dessas viagens, nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2017, o vereador Bill recebeu R$ 2 mil de diárias para ir a Belo Horizonte, onde foi homenageado com o título 'Vereador Destaque', concedido pelo Instituto Tiradentes. O mesmo que foi destaque no programa Fantástico, da Rede Globo, por vender um diploma de 'Gestor Nota 10' para um jumento. Isso mesmo, um jumento”, diz a denúncia, emendando que o instituto é investigado judicialmente. 

A denúncia foi lida na sessão ordinária dessa terça-feira (13) e, de acordo com o presidente da Câmara, Mariel Delfino Amaro (PCdoB), Bill do SAAE terá 10 dias para apresentar defesa.

O vereador é alinhado ao ex-prefeito Luciano Paiva, condenado pela Justiça por improbidade administrativa, e também do atual prefeito, Thiago Peçanha Lopes (PSDB). Nas eleições de 2018, foi candidato a deputado estadual, mas foi derrotado.

 Século Diário tentou contato com o vereador, sem obter êxito. 

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1 Comentários
  • JOSUE BATISTA DA SILVA , quarta, 14 de agosto de 2019

    Creio que a denúncia pede a EXTINÇÃO do mandato e não CASSAÇÃO. Ambos estão previstos no Decreto Lei 201/1967, porém são distintos. Talvez seja um fato inédito no ES, porém totalmente legal, segundo a melhor hermenêutica. A conferir o desenrolar deste imbróglio.

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