Deputados iniciam em 15 dias investigação sobre desmonte de escola da Serra 

Alunos e professores da Aristóbulo Barbosa Leão foram ouvidos no colegiado de Educação nessa segunda

Um grupo de professores e alunos da escola Aristóbulo Barbosa Leão, localizada em Jardim Limoeiro, na Serra, recebeu a informação de deputados integrantes da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, nessa segunda-feira (20), de que em 15 dias começarão a apurar as denúncias sobre desmonte da escola e perseguição a servidores, que têm motivado, inclusive, afastamento médico.   

Nesta quarta-feira (22), o deputado Sergio Majeski (PSB), membro da comissão, terá reunião com o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, e, entre outros assuntos, abordará a situação da Aristóbulo Barbosa Leão, que o deputado acompanha desde 2015, já tendo ido à escola mais de uma vez e conversado com professores e alunos na própria unidade e também em seu gabinete na Assembleia.

Já na sexta-feira (24), o deputado fará outra reunião, às 15 horas, com o subsecretário de Suporte à Educação Aurélio Ribeiro, para falar exclusivamente da situação da escola (melhorias urgentes no prédio alugado e previsão das obras do prédio original). Participará também uma comissão de alunos da escola, que foram ao gabinete do deputado pedir socorro.

Essa foi a primeira reunião depois que a denúncia foi formalizada, dando conta de assédio moral na unidade de ensino, três meses depois de apresentada, sem obter resposta, ao deputado Vandinho Leite (PSDB), presidente da Comissão de Educação. Os professores e alunos estranharam a morosidade do processo e a não abertura de uma sindicância, em obediência ao Estatuto do Servidor e também o fato de a denúncia, com pedido de providências imediatas, não ter sido lida na sessão.

Eles justificam essa medida no volume de denúncias sobre o esvaziamento da escola e perseguições a servidores, que causaram caso de depressão e até ameaças de suicídio, de acordo com laudos médicos. De acordo com alunos e professores, depois que o caso veio à tona, por meio de matéria publicada em Século Diário no último domingo (19), o superintendente regional, Rurdiney da Silva (PSB), nomeado este ano,  compareceu à unidade escolar e, junto da gestora denunciada, solicitou reunião com os docentes para saber o que estava ocorrendo. 

Esse fato gerou constrangimentos entre os presentes, uma vez que teriam de relatar os fatos na frente da suposta pessoa pivô dos acontecimentos. Os relatos de alunos e professores à Secretaria de Educação e à Superintendência regional, segundo eles, parecem não ter tido reflexo, com o agravamento dos casos, com afastamentos por licença médica e pedidos de transferência, o que gera, inclusive, prejuízos aos cofres públicos, uma vez que cada professor licenciado é custeado pelo Estado, que também tem de custear seus substitutos enquanto aqueles se encontrarem em tratamento médico.

Nessa segunda-feira, antes do início da reunião da Comissão de Educação, alguns outros casos referentes à mesma unidade escolar apareceram, através de pessoas que estavam presentes no local e relataram já ter exercido função na unidade e ter sofrido perseguições da gestão atual, tendo que se desligar da unidade para cessar com as agressões.

As denúncias sobre a escola Aristóbulo Barbosa Leão, a maior da Serra, foram encaminhadas ao presidente da Comissão de Educação, Vandinho Leite, em 20 de fevereiro de 2019, sendo novamente protocolado no último dia 17, desta feita à Comissão de Educação da Assembleia, que tem como vice-presidente o deputado Lorenzo Pazolini (sem partido) e como membros os também deputados Sergio Majeski (PSB), Emílio Mameri (PSDB) e Dary Pagung (PRP).  

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