Documentário aponta farsa do trabalho da Fundação Renova 

Vídeo mostra problemas de saúde nas comunidades atingidas e persistência do crime com a falta de soluções

Mais de três anos depois do crime socioambiental das mineradoras Samarco, Vale e BHP, não só a impunidade mas também os problemas nas comunidades persistem. Um documentário lançado nesta semana pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) aponta os problemas de saúde dos atingidos e a negligência do Estado e da empresa na atenção às vítimas do crime.

Com 16 minutos de duração e produção feita em parceria com o Brasil de Fato e a produtora Rupestre Filmes, a obra Renova: O crime é periódico mostra que os sintomas de problemas de saúde se reproduzem ao longo da Bacia do Rio Doce desde Mariana e Barra Longa (MG) até a foz do rio em Regência, norte do Espírito Santo.


 

São ouvidos atingidos, profissionais de saúde, promotores de justiça, assessores técnicos e outras pessoas envolvidas com os entornos afetados pelo crime que derramou mais de 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração por 600 quilômetros e 39 cidades entre Minas Gerais e Espírito Santo.

Como sugere o título do documentário, ele apresenta questionamentos sobre a atuação da Fundação Renova, que na prática atua de modo empresarial, na defesa dos interesses das empresas.

Filmado antes do crime ocorrido em Brumadinho (MG), no final de janeiro, o vídeo incluiu uma mensagem final em que se solidariza com as vítimas e se compromete a seguir as mobilizações dos atingidos pelo Brasil.

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