‘Engorda’ da Curva da Jurema deve ser analisada pelo Comdema, pede vereador

Roberto Martins requereu à Semmam que a obra, de R$ 14 milhões, só seja feita após aprovação do Comdema

O vereador Roberto Martins (PTB) requereu, por meio do presidente da Câmara de Vitória, Cleber Felix (Prog), que o prefeito Luciano Rezende (PPS) somente inicie a obra de “engorda” da Curva da Jurema após apreciação do projeto e orçamento pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema).

Alegando que as sucessivas engordas da areia “têm gerado custos à municipalidade há alguns anos, sem garantias de sua efetividade e durabilidade” e que “permanece incerto o impacto que causará nas regiões em que a areia é retirada”, o parlamentar lista algumas etapas a serem cumpridas pelo Município antes que a nova obra, orçada em R$ 14 milhões, seja realizada.

O primeiro pedido é de um “projeto que garanta que a engorda não será um serviço paliativo”, que seja aprovado pela Câmara Técnica de Recursos Naturais do Comdema e deliberado na plenária deste Conselho por sua aprovação", além da apresentação do orçamento da obra e da consulta de fornecedores do serviço.

O requerimento menciona ainda a necessidade de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) na região onde se pretende retirar a areia, a ser apresentado e aprovado pelo Comdema.

Em entrevista à Rádio CBN nesta terça-feira (23), o secretário municipal de Meio Ambiente (Semmam), Luiz Emanoel Zouain da Rocha, de certa forma abordou a principal reivindicação de Roberto Martins, mas de forma negativa: “não existe técnica ainda pra conter a erosão; é o mar recuperando o que lhe foi tirado”, argumentou.

O secretário informou ainda que a obra é a primeira desde 2011/2012, data a partir da qual foram feitas apenas manutenções da última engorda.

Citando os efeitos das mudanças climáticas, o secretário, informou que “o mar tem avançado quase três metros por ano”. A intenção é, desta vez, fazer uma ampliação maior que a anterior, de 30 metros, e chegar a 40 metros, além de engordar também a região do Píer de Iemanjá e Ilha do Socó, “antecipando antes que o pior aconteça”.

O presidente da ONG Juntos SOS ES Ambiental, Eraylton Moreschi Junior, lembra que a última intervenção na praia custou R$ 3 milhões e “foi também rapidamente engolida pelas águas” e reclama que o projeto da nova obra ainda não iniciou a tramitação no Conselho de Meio Ambiente. “O projeto não foi apresentado, não foi criado processo no Comdema”.

 

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