Espaço secundário

Majeski ser jogado para escanteio no governo Hartung, sempre foi o esperado. Mas no período Casagrande...

O deputado estadual Sergio Majeski (PSB) ser jogado para escanteio nas comissões permanentes da Assembleia Legislativa no governo Paulo Hartung, de quem era opositor ferrenho, sempre foi o esperado, apesar de lamentável. Agora acontecer manobra semelhante no governo do correligionário Renato Casagrande e ainda em uma área que o deputado é profundo conhecedor...qual seria o motivo? As articulações que culminaram nas composições dos colegiados nesta segunda-feira (4), acompanhadas de perto pela gestão socialista, tiraram Majeski da presidência da Comissão de Educação, o que já era considerado certo no mercado político. Ele ficou com uma cadeira de efetivo, que não representa nem de longe a ocupação do espaço que lhe caberia nesta área. A Educação, como se sabe, sempre foi bandeira do mandato de Majeski, que é professor. Ele não só realizou um importante e detalhado diagnóstico sobre os problemas registrados nas unidades do Estado, que serve inclusive de base para o secretário Victor de Angelo, como vem denunciando sistematicamente o não cumprimento pelo governo do mínimo constitucional de 25% em investimentos no setor. Teria condições até de assumir a Sedu, o que também não aconteceu, e de promover debates essenciais à frente do colegiado. Mas este acabou nas mãos de Vandinho Leite (PSDB), ex-secretário de Paulo Hartung. Que coisa...

Segue...
Nas outras divisões, o deputado levou mais uma função efetiva, na Ciência e Tecnologia, e a suplência na de Meio Ambiente, também sua área de atuação. Mas nada se compara a ter sido preterido na Educação. 

Voo alto
Além de capacitado para assumir a presidência do colegiado, Majeski foi o deputado mais votado nas eleições de 2018, o que deveria abrir campo para assumir posto de destaque. Chegou até a manifestar desejo de comandar a Assembleia, também sem sucesso. Está sobrando gente para tentar cortar as asas do deputado.

Independência
Aliás, na última sexta-feira (1), Majeski foi o único voto contrário à reeleição do presidente Erick Musso (PRB), candidato com aval palaciano, e fez discurso convocando os parlamentares a exercerem seu papel de fiscal, independente de posição partidária. Em dezembro passado, voltou a cobrar a aplicação dos 25% e a criticar a maquiagem feita pelos últimos governos, de Hartung e Casagrande.

Tudo em casa
Apadrinhado de Magno Malta (PR), o deputado estadual Lorenzo Pazolini (PRP) nomeou em seu gabinete a filha do ex-senador, Magna Karla Santos Malta Campos. Pazolini, que é delegado, ficou em meio aos holofotes na Comissão dos Maus Tratos contra Crianças e Adolescentes, então presidida pelo senador, que chegou a requerer a assessoria permanente do agora novato na Assembleia.

Dança das cadeiras
Também publicada no Diário do Legislativo desta segunda, a nomeação de Roberto Carneiro, aliado do presidente Erick Musso, ambos do PRB, como diretor geral da Secretaria da Assembleia, no lugar de Joel Vieira, que foi para a Secretaria de Gestão de Pessoas. Carneiro estava no cargo de chefe da Comunicação Social da Presidência.

Dança das cadeiras II
Passada a solenidade de posse na Assembleia Legislativa, o governo Casagrande publicou, nesta segunda, o ato de nomeação do deputado estadual Bruno Lamas (PSB) como secretário de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social. Agora, resta à Mesa Diretora publicar a convocação do primeiro suplente da coligação, Freitas (PSB).

Mão amiga
Em “baixa” há algum tempo, Freitas, que tem reduto no norte do Estado, recebeu 15,3 mil votos e não conseguiu permanecer direto na Casa. Mas foi salvo pela jogada de acomodação do governador, que preferiu “puxar” Lamas para a equipe. A propósito, Freitas não desgruda de Casagrande desde o início da atual gestão. 

Impeachment 
O vereador de Cariacica, Professor Elinho (PV), crítico da gestão do prefeito Juninho (PPS), lançou nesta segunda-feira (4) uma campanha chamada #ForaJuninho. Ele busca o apoio da população para que assine o pedido de impeachment do prefeito, com base em denúncias de suposta prática de infrações político-administrativas. Documento nesse sentido também foi protocolado na Câmara na última sexta.

Valendo
O ex-deputado federal Lelo Coimbra, presidente do MDB no Estado, foi nomeado na última sexta-feira (1) como secretário do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania, que tem no comando o aliado e correligionário Osmar Terra (RS). O anúncio de que Lelo ficaria com o cargo, o número dois da pasta, ocorreu em dezembro do ano passado, sendo oficializado agora.

PENSAMENTO:
“Não é possível ser bom pela metade”. Leon Tolstói

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