Espírito Santo avança na política para agricultura orgânica

Governo e sociedade civil se reuniram para elaboração de plano estadual para o setor

“É um momento ímpar para o Espírito Santo. Enquanto em nível nacional e em muitos estados a agenda em torno da agroecologia e produção orgânica tem regredido, estamos avançando por aqui”. A fala é de Douglas Avaristo, integrante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), após a realização nesta semana da conferência para elaboração do Plano Estadual de Produção Agroecológica e Orgânica (Pleapo), que reuniu cerca de 50 representantes regionais em Nova Almeida, na Serra.

No final do ano passado, foi sancionada a lei que institui a política para o setor, que agora passa pela elaboração do plano a partir da consulta com a sociedade civil. No processo foram feitas seis oficinas regionais que reuniram cerca de 300 participantes entre os municípios de Aracruz, Nova Venécia, Santa Maria de Jetibá, Guaçuí, Iconha e Mantenópolis, organizadas pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) com apoio de outras entidades públicas parceiras e grupos organizados da sociedade civil. Desses encontros foram levantadas propostas e tirados delegados para representar a construção da agenda estadual.

“Queremos elaborar uma proposta bem construída a partir da sociedade organizada. Caberá ao governo do Estado apoiar ou não apoiá-las”, disse Douglas, que apontou o surgimento de propostas ousadas e complexas, que serão melhor desenvolvidas e construídas a partir de uma comissão técnica que se reunirá em janeiro do ano que vem.

O militante do MPA vê com bons olhos e respalda a iniciativa do governo de Estado de construir um processo participativo junto aos territórios e comunidades, que também tem possibilitado maior articulação da sociedade civil. “Temos conseguido avançar na conexão entre as diferentes regiões do Estado e as diferentes formas de fazer agroecologia, otimizando também a Articulação Capixaba de Agroecologia”, pontua Douglas Alvaristo.

Luciano Fasolo, coordenador de projetos da Seag, considera importante que cada agricultor se sinta corresponsável e contemplado pelo Plano. “O que se espera desse processo é ter um instrumento que, efetivamente, norteie o desenvolvimento e expansão da agroecologia capixaba, elevando sua compreensão e importância para além de apenas uma cadeia produtiva, mas sim como um dos fios condutores do processo de desenvolvimento rural sustentável do Estado”, disse.

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
0 Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Matérias Relacionadas

Destroços de ponte são jogados em rio, denunciam moradores de Castelo

A ponte foi interditada depois das enchentes de janeiro deste ano. Prefeitura foi acionada pela comunidade

Sem condições de trabalhar, catadores convivem com incerteza

Risco de contaminação da Covid-19 pelo lixo obrigou associações formadas por pessoas humildes a parar

Itaúnas vai receber 1ª Festa da Palavra

Evento literário na vila capixaba foi idealizado por Elisa Lucinda com emenda parlamentar de Jean Wyllys

Pescadores de São Mateus pedem investigação sobre mortandade de peixes

Comunidade cobra coleta de amostras para saber se novo caso tem relação com rejeitos da Samarco/Vale-BHP