Estado registrou dez policiais civis assassinados nos últimos cinco anos

Insegurança é apontada pela categoria como mais um reflexo da falta de políticas estruturantes e eficazes

O Espírito Santo registrou o assassinato de dez policiais civis nos últimos cinco anos. Foram seis assassinatos em 2013, dois entre 2014 e 2017, e dois em 2018. A vítima mais recente foi o investigador Alessandro Ferrari, morto na frente da esposa e da sogra, no último dia 28 de outubro.

A maioria dos casos aconteceu fora do horário de trabalho: Lacy Fernandes, José Bento Honório, Carlos Leno, Mário Marcelo de Albuquerque, Elias Borrette Mariano e Alessandro Gomes Ferrari. Já os policiais civis José Nivaldo do Amaral, Leone José Pereira, Moacir Camargo, Agner Luiz Caetano foram executados durante o trabalho. No mesmo período, sete policiais civis ficaram feridos, seja trabalhando ou em momento de folga.

Para o Sindicato da categoria (Sindipol/ES), a insegurança que afeta os próprios policiais civis é mais um reflexo da falta de políticas estruturantes e eficazes no setor. O presidente do Sindipol, Jorge Emilio Leal, afirma que o maior investimento que o Governo deve fazer é o concurso público. “O último concurso público para cargos operacionais, ou seja, para cargos de investigação, foi há 25 anos”, diz.

Nesse período, houve, por um lado, aumento da população e, por outro, redução do efetivo. Sem em 1993 havia 3, 8 mil policiais para uma população de 2,9 milhões, em 2018 são apenas 2,2 mil policiais para mais de 4 milhões de habitantes.

“Hoje o efetivo deveria triplicar e ser de pelo menos 6 mil policiais”, calcula o vice-presidente, Humberto Mileip. O anúncio feito pelo governo estadual para o próximo concurso público, no entanto, é de apenas 173 vagas.

Aposentados

Outra reivindicação feita pelo Sindipol/ES é pela garantia de equipamentos de segurança – arma, munição e colete – aos policiais civis aposentados que voluntariamente aceitaram a convocação do governo e retornaram ao trabalho.

“Eles voltam a ser policiais civis da ativa independente das funções que estão desempenhando e precisam desses equipamentos”, explicou Jorge Emílio Leal. A solicitação foi oficiada ao Ministério Público, ao chefe de Polícia, Guilherme Daré, e ao Secretário de Segurança, Nylton Rodrigues. 

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