Estudantes convocam assembleia contra aumento da passagem do Transcol

Encontro na próxima segunda-feira vai discutir estratégias para barrar subida da tarifa para R$ 3,90

O anúncio do aumento da tarifa dos ônibus no sistema Transcol gerou insatisfação no setor estudantil, que costuma protagonizar as manifestações contra os aumentos constantes nos preços das passagens. Uma plenária foi convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufes para a próxima segunda-feira (6), às 17h, em frente ao Teatro Universitário, no campus de Goiabeiras, em Vitória, para discutir as ações para tentar barrar o aumento.

Nesta sexta-feira (3), o Conselho Tarifário (Cotar) se reuniu e sacramentou o reajuste anual, com a tarifa saltando de R$ 3,75 para R$ 3,90, um aumento de 4%, proporcionalmente menor que nos anos anteriores. A reunião ocorreu com certa tranquilidade e apenas os representantes estudantis se posicionaram contra o aumento, que contou com aprovação inclusive dos demais representantes da sociedade civil, além do governo e empresários do setor. “A gente se posicionou contra, mas éramos voto vencido. Por isso preferimos articular uma assembleia dos movimentos sociais e estudantis e pessoas que queiram se somar na luta contra o aumento do transporte”, disse Raphael Reis, diretor União Nacional dos Estudantes (UNE) e representante no Cotar.

Emanuelle Kisse, diretor do DCE, disse que o aumento não foi nenhuma surpresa para o movimento estudantil, mas que o aumento vai ser sentido no bolso dos estudantes e trabalhadores nesses tempos de recessão, precarização e perdas de direitos. A atual diretoria da entidade criou inclusive uma diretoria para discutir a questão do direito à cidade e mobilidade urbana. 

“Sobre as ações que agora realizaremos, precisamos exigir que o Conselho não ocorra só no início e final de ano para se pautar o reajuste, que é o que ocorre. Precisamos de um CGtran que se reúna mensalmente para discutir com profundidade o projeto sócio-político de mobilidade urbana da Grande Vitória”, disse Emanuelle, que coordena a diretoria de Organização do DCE. “Para além disso, precisamos também pautar e exigir auditorias com as empresas privadas que prestam serviços de transporte para assim termos maior transparência nesse processo”, afirmou.
 

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