Falta combinar

Rodney Miranda é candidato a prefeito em Vila Velha, Hudson Leal também...e aí, PRB?

As declarações do ex-prefeito de Vila Velha Rodney Miranda ao jornal A Tribuna nesta quarta-feira (27), confirmando os comentários do mercado político de que poderia ser candidato a prefeito mais uma vez em 2020, cria um impasse no PRB. Há um mês, o deputado estadual Hudson Leal se lançou na disputa, dizendo ter fechado articulações com lideranças da cidade e que teria o apoio do partido no Estado, incluindo do próprio Rodney, do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, e do deputado federal campeão de votos, Amaro Neto. Na ocasião das declarações, feitas a Século Diário, Rodney já tinha tomado posse como secretário de Estado de Segurança de Goiás, de onde mandou o recado nesta quarta de que é candidato e mantém seu grupo político em campo para consolidar seu nome, num projeto de enfrentar novamente a atual gestão de Max Filho (PSDB), que também sinaliza tentar a reeleição ou colocar gás no vice e aliado, Jorge Carreta (Avante). No balanço de votos da última eleição, que teve características diferentes para os dois (Rodney disputou a Câmara), o ex-prefeito ficou na frente, com 42,8 mil votos, sendo 17,6 mil em Vila Velha, enquanto Hudson conquistou 30,6 mil, com 4,6 mil no município. Rodney, porém, vem de duas derrotas seguidas: na de outubro passado, ficou na primeira suplência, já na de 2016 sequer chegou ao segundo turno, resultado de uma gestão pífia, perdendo para Max e o também ex-prefeito Neucimar Fraga, outro que se diz candidato em 2020. Ainda dá tempo de o PRB combinar...

Gente de sobra
Hudson, aliás, foi para o PRB no ano passado, após dizer que foi traído no Podemos. Devido ao trabalho realizado na sigla anterior, garantiu ter apoio também de vereadores de Vila Velha. Circulando nessa área está também o deputado estadual Danilo Bahiense (PSL), mais um cotado para disputar a prefeitura, assim como Dr. Hércules (MDB), eterno postulante à cadeira.

Jogada
Embora distante, a corrida para a disputa municipal já começou, com todo mundo colocando as asas de fora para valorizar o passe e abrir a mesa de negociação. Até lá, porém, o cenário terá que se afunilar. Quem sobrará no tabuleiro?

Só piora
Mais do que necessárias as reações de lideranças políticas do Estado e da própria Secretaria de Educação (Sedu) ao comunicado enviado aos gestores de escolas em todo País pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez, orientando gravação dos alunos, sem autorização dos pais, cantando o hino nacional e, ainda, com texto de slogan de campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro. O fato de o ministro ter recuado, depois da repercussão negativa, não o isenta de responsabilidade.

Coro
Além do senador Fabiano Contarato (Rede), que fez um duro discurso na presença do ministro na Comissão de Educação da Casa e ingressou com uma ação popular junto a outros parlamentares contra o comunicado, também se posicionaram, na Assembleia, o deputado Sergio Majeski (PSB) e até Vandinho Leite (PSDB), autor de projetos polêmicos alinhados com o governo Bolsonaro, como o “Escola Sem Doutrinação”. 

Crime
Nas redes sociais, Majeski reforçou sua crítica: “Submeter alunos e professores a condições insalubres em salas lotadas e que são verdadeiros fornos é um crime. Filmem e enviem para o ministro, para o presidente, para o governador, para o prefeito”.

Militarização
Por falar em escola, governo Bolsonaro e afins, o deputado estadual Capitão Assumção (PSL) apresentou indicação ao governo Renato Casagrande para que crie colégios estaduais da Polícia Militar, promova a militarização de escolas da rede de ensino sob batuta da Sedu, e apoie os municípios que queiram fazer o mesmo, priorizando “regiões com maior fragilidade social” – vai resolver o problema?

Mais do mesmo
A “estreia” do novo secretário estadual de Meio Ambiente, Fabrício Machado (PV), e do diretor-presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Alaimar Fiuza, na primeira reunião do ano do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), nessa segunda-feira (25), ficou longe de agradar. Os dois, em sintonia total, repetiram a “cartilha Aladim Cerqueira” – secretário de Paulo Hartung.

Mais do mesmo II
Conselheiros reclamam da saída antes da reunião, alegando “outros compromissos”, e falta de deliberação do calendário, solicitado como prioridade pela sociedade civil organizada. Já a pauta prioritária do Estado, anda que é uma beleza.

Tudo dominado
Funcionário por 30 anos da poluidora Vale, Alaimar hoje é, no Consema, não só o novo comandante dos representantes do poder público, como do setor produtivo na indicação de votos. E já chegou colocando prazo para deixar o cargo: um ano e meio, “pois tem outros planos pessoais”. Ué...

PENSAMENTO:
“Cada qual, cada quem”. Platão

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