Fogo cruzado

Guerra de listas do PSL deixa deputada Soraya Manato no olho do furacão nas redes sociais

Desde o primeiro sinal de crise no PSL entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Nacional, Luciano Bivar (PE), há duas semanas, o casal Soraya e Carlos Manato recorre às redes sociais para anunciar que, faça chuva faça sol, é Bolsonaro até o fim. E tudo seguia na mais perfeita ordem e harmonia, até a deputada federal passar a fazer parte das listas que circulam nesta semana em grupos de WhatsApp e páginas na internet, como integrante do grupo de “traidores do capitão” por ter apoiado a permanência do deputado Delegado Waldir (GO) na liderança do partido na Câmara, o que estabeleceu um confronto direto com o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (SP), confirmado nesta terça-feira (22) na função. Na guerra de listas entre os lados que brigam há dias, outra havia aparecido em favor de Eduardo, e nada de Soraya, apesar das repetidas explicações e novas declarações de que está do lado do presidente. A aparente calmaria deu lugar a cobranças sistemáticas em suas redes sociais, por onde circulam também fotos e acusações de que estaria, na verdade, atrás do fundo partidário do PSL. O marido, Carlos Manato, presidente da legenda no Estado, também não ficou ileso do tiroteio. Na beira da disputa de 2020, que inicia o caminho até 2022, e considerando a turbulência ainda sem fim no campo nacional, quantas cabeças irão rolar?

Sequência
Deputada em primeiro mandato e com a missão de defender o legado do marido na Câmara, Soraya se envolveu em outra polêmica recentemente nas redes sociais, quando fez discurso em plenário admitindo que o partido registrou candidaturas laranjas nas eleições de 2018, o que é negado insistentemente pela Nacional. Ao contrário do caso atual, porém, não despertou a fúria dos adeptos à “onda Bolsonaro”.

Futuro incerto
A crise no PSL chegou em meio a intensas articulações de Manato para a disputa municipal do próximo ano, com projetos ambiciosos para delimitar o território do partido do presidente no Estado, incluindo os pessoais de disputar o governo ou o Senado em 2022. Partido era cobiçado exatamente pela “marca Bolsonaro”. Agora, é aguardar as cenas dos próximos capítulos...

Articulação
Enquanto isso, Carlos Manato circula por Brasília. O ex-deputado federal acompanhou a sessão do Senado que aprovou a reforma da Previdência, na noite desta terça-feira (22), e aproveitou para elogiar o presidente nas redes sociais: “a aprovação deixou todos emocionados, parabéns Bolsonaro, o Brasil agradece”.

Reforço de caixa
A bancada federal capixaba vai destinar R$ 247 milhões ao Estado Orçamento da União de 2020: R$ 57 milhões para a Saúde; R$ 80 milhões para infraestrutura; R$ 50 milhões para o Instituto Federal (Ifes); R$ 20 milhões para Segurança Pública; e R$ 40 milhões para Agricultura, sendo R$ 6 milhões são para o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), que passa por apuros.

Reforço de caixa II
Os valores foram articulados com o governador Renato Casagrande e o secretário de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, em reunião na última quinta-feira (17), em Brasília. 

Maior
Por falar em Casagrande, ele enfrenta mais uma mobilização de servidores nesta quinta-feira (24). A quarta assembleia geral unificada, com novas adesões em prol da recomposição das perdas salariais. Tem recuo ou só em 2020 mesmo? 

Retomou
O deputado estadual José Esmeraldo (MDB) voltou a falar em plenário da quadra de Santo Antônio, em Vitória, e da polêmica interna do seu partido, que gerou intervenção da Nacional. “A Assembleia está muito quietinha”, alegou.

Retomou II
No primeiro caso, motivo de confrontos sobre a paternidade da obra, Esmeraldo acusou o ex-vereador Fábio Lube de irresponsável e de fazer vandalismo e algazarra no local. No outro...

Retomou III
...mirou de novo na liderança do MDB, Chico Donato, citando vitória na Justiça em ação que o acusou de fraude e falsificação de assinatura no pleito do diretório na Capital, hoje nas mãos da ex-deputada Luzia Toledo.
 
PENSAMENTO:
“A coalizão política é a arte de usar o sapato direito no pé esquerdo, sem deixar calos”. Guy Mollet

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