Gandini mantém discurso de bom-moço e se lança à Prefeitura de Vitória

A pré-candidatura do deputado eleito Fabrício Gandini já era esperada e mexe com o mercado político

Com uma gestão à frente da Presidência da Câmara de Vitória - biênio 2013-2014 - marcada por ações de promoção pessoal, o vereador e deputado estadual eleito, Fabrício Gandini (PPS), teve o nome lançado como pré-candidato a prefeito da capital neste sábado (1), durante encontro do Diretório Estadual do partido. 

No evento, o atual presidente da Câmara, Vinícius Simões (PPS), leu o manifesto do partido favorável à pré-candidatura de Gandini, dois anos antes das eleições, previstas para 2020. 

O vereador foi o candidato do prefeito Luciano Rezende (PPS) na eleição deste ano, que o colocou no segundo mandato como o supersecretário de Gestão, Administração e Comunicação, como trampolim para a disputa à Assembleia Legislativa, sendo eleito com pouco mais de 20 mil votos. Ele disse que vai focar sua atividade política na Assembleia, a fim de tirar Vitória do isolamento político. 

Quando ocupou a Presidência da Câmara, no primeiro mandato de Luciano Rezende, Gandini lançou o programa Fiscaliza Vitória, que gerou contratos de serviços gráficos, desenvolvimento de mídia digital e de organização de eventos da Câmara, que custaram pelo menos R$ 1 milhão aos cofres da Câmara.

O Fiscaliza Vitória foi lançado em 2013, com as características de grande evento político, no clube Álvares Cabral, com a presença de maciça de servidores da Prefeitura, Câmara e lideranças municipais e estaduais. Nesta segunda-feira (3), o site do projeto exibia sob o título “Últimas notícias”, um registro de atividade datada do dia 8 de agosto deste ano, o que mostra que não está tão atuante como deveria.  

Principal aliado do prefeito Luciano Rezende (PPS) no Legislativo municipal, Gandini mantém o discurso de bom-moço do combate a irregularidades. Com o Fiscaliza Vitória, reforçou em nível legislativo a proposta de “gestão compartilhada” tão propalada por Luciano nos primeiros dois anos do primeiro mandato.    

A candidatura de Fabrício Gandini, embora já esperada, lança uma especulação no mercado político em torno do deputado estadual Sergio Majeski (PSB), reeleito em primeiro lugar com mais de 40 mil votos, e potencial concorrente à Prefeitura de Vitória. 

Majeski migrou do PSDB para o PSB por meio de convite do então candidato ao governo, Renato Casagrande, sendo anunciado como candidato ao Senado, projeto posteriormente desfeito em face de contradições nas alianças e pressões internas de grupos mais interessados na reeleição do senador Magno Malta (PR) e, também, do estreante na política Marcos do Val (PSB), que se elegeu.

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