Governo troca ocupantes de cargos federais para garantir aprovação da reforma

Tarcísio Foeger foi demitido da superintendência do Ibama no Estado pelo ministro de Meio Ambiente

O superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Espírito Santo, Tarcísio José Foeger, foi exonerado nessa quinta-feira (28), em ato assinado pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que tomou a mesma medida em outros 20 estados. 

A substituição de ocupantes de órgãos federais dos segundo e terceiro escalões fazem parte da campanha do governo Jair Bolsonaro para aprovação da reforma da Previdência. 

Desde a data do envio da proposta ao Congresso Nacional, no último dia 22, o governo começou a discutir com parlamentares os mais de mil cargos do segundo escalão nos estados, como forma de ajudar o Executivo a garantir votos para aprovar o projeto.

Além do Ibama, estariam em negociação superintendências federais e cargos em órgãos como o Departamento Nacional de Infraestrutura e Trânsito (Dnit), a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). 

O ex-deputado federal e secretário especial para a Câmara dos Deputados, Carlos Manato, em recentes declarações à imprensa nacional, revelou a existência de uma lista com sugestões de nomes indicados pelas bancadas parlamentares de cada estado, para que o presidente e os ministros das respectivas áreas decidam sobre as nomeações.

Manato afirmou que a avaliação levará em conta se os cargos são estratégicos e, por isso, passíveis de entrarem na negociação com deputados e senadores. Segundo ele, a preferência será dada a indicados com perfil técnico, experiência e ficha limpa.

A Associação dos Servidores do Instituto (Asibama-ES) mantém o pleito de que o superintendente seja um funcionário de carreira do órgão. Os últimos nomeados, incluindo Tarcísio José Foeger, no governo de Michel Temer, foram alvos de protestos da categoria. 

Para os servidores, “o cargo é de extrema responsabilidade, com grande complexidade técnica e gerencial” e que “a nomeação política para esse posto não se justifica, visto que o Ibama apresenta em seus quadros vários servidores com currículo e experiência para assumir tal função”. 

Com a exoneração de Foeguer, a superintendência do Ibama no Estado é ocupada interinamente por Andrea de Souza Diogo Moulie, servidora do Departamento de Fauna.

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