???Traição das grandes???, diz moradora sobre decisão do prefeito de ressuscitar ???caso Rodoshopping???

Edson Magalhães prometeu não mexer no caso durante a campanha. Moradores se reúnem para discutir medida

Moradores de Guarapari irão se reunir nesta quinta-feira (8) para discutir a recente decisão do prefeito Edson Magalhães (DEM) de ressuscitar o embarque e desembarque exclusivo de ônibus intermunicipais no Rodoshopping, a nova rodoviária de Guarapari. A reunião, que acontece no Hotel Nevada Torium, no Centro, a partir das 20h, definirá como os moradores irão reagir à nova tentativa da prefeitura de beneficiar a concessionária Telavive.
 
Como esperado, a medida de Edson Magalhães não caiu bem na cidade, sobretudo porque, segundo moradores, durante a campanha o então candidato prometeu não intervir no assunto. “Foi golpe dos grandes. Traição das grandes. Na campanha ele prometeu que não iria mexer com a rodoviária. Agora ele faz isso com a população. Ele virou as costas para os moradores de Guarapari”, protesta Iraci Marques, que trabalha em Vitória.
 
Moradora que acompanhou de perto o problema do embarque e desembarque exclusivo, entre agosto e setembro de 2016, Iraci destaca também que os moradores estão acompanhando ações no Tribunal de Justiça (TJES) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra o Rodoshopping. Em outubro de 2016, decisão plenária do TCE determinou realização de auditoria em todo o processo de concessão do Rodoshopping. 
 
Iraci ressalta, ainda, a questão da crise econômica, que afeta a região sul em particular em função da paralisação da mineradora Samarco/Vale-BHP. O decreto que vai liberar quatro pontos fora da rodoviária para embarque e desembarque, a ser publicado semana que vem, é apenas um paliativo. A nova medida vai continuar forçando moradores a utilizarem dois ônibus, ou seja, a desembolsarem duas tarifas, para sair e voltar ao município.
 
O prefeito Edson Magalhães ignora um apelo popular ao submeter o funcionamento de toda uma cidade a interesses empresariais. No entanto, a atitude do prefeito não surpreende: o contrato entre prefeitura e a concessionária Telavive foi firmado em 2011, quando o Magalhães comandava o Executivo municipal. O embarque e desembarque exclusivo não é resultado de estudos, planejamentos ou da opinião de passageiros. É apenas uma exigência contratual.
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