Irmão de Norma Ayub é preso como suspeito de participar de fraude no Detran  

A "Operação Replicante" aprendeu no início do mês celulares, computadores e uma quantia em dinheiro

Suspeito de participar de um esquema que fraudou mais de R$ 100 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), foi preso na manhã desta segunda-feira (12) o irmão da deputada federal Norma Ayub (DEM), Itamar Ayub Alves, chefe da Ciretran de Itapemirim, sul do Estado. 

Os mandados de prisão foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Vila Velha, com busca e apreensão em Itapemirim e Marataízes, em continuidade às investigações da “Operação Replicante”, deflagrada no dia 1º deste mês, quando houve a prisão de 10 pessoas. Entre os presos estão três servidores do Detran-ES, quatro despachantes, dois demandantes (pessoas que utilizam nome de terceiros e documentos falsos destinados à realização das fraudes) e uma pessoa que seria a intermediária do esquema. 

Os presos foram levados para presídios da Grande Vitória e serão ouvidos pelos integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Central), do Ministério Público Estadual (MPES), com posterior avaliação de necessidade de prorrogação do prazo de prisão temporária.

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) realizou a ação desta segunda-feira pelo Gaeco-Central, com o Núcleo de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF-ES), apoio da Polícia Militar, do Detran e da Receita Federal do Brasil. Foram presos o irmão da deputada e outra pessoa que seria a intermediária do esquema.

A operação apura a existência de uma organização criminosa destinada à prática de fraudes em registros de veículos no Estado do Espírito Santo, mediante inserção de dados e documentos falsos no sistema do Detran-ES. Estão sob investigação 895 registros de veículos, uma fraude estimada em mais de R$ 100 milhões.

As investigações revelaram provas de fraudes no registro de veículos em nome de inúmeras pessoas (mais de 400 proprietários “laranjas”), com utilização de notas fiscais falsas contendo números de chassis correspondentes a veículos exportados ou comercializados ao Exército Brasileiro, bem como corrupção de servidores públicos do Detran.
 

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