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Silêncio da Assembleia à acusação de Eder-Elda contra Majeski refaz a pergunta: quem ''peita'' o MPES?

A Assembleia Legislativa sempre foi conhecida por seu corporativismo. Entra ano, sai ano, basta um deputado ou a Mesa Diretora ficar no olho do furacão virando alvos de crítica, investigação ou qualquer coisa parecida, que o plenário esquece as desavenças internas e se volta para um só objetivo: defender a Casa, custe o que custar. Nas gestões do presidente, Erick Musso (PRB), não tem sido diferente, pelo contrário! Mas essa máxima não se repetiu nem diante da ameaça, nem depois, com a consolidação da acusação de decoro parlamentar contra o deputado estadual Sergio Majeski (PSB), feita pelo comando do Ministério Público Estadual (MPES), leia-se o procurador-geral de Justiça, Eder Pontes, e a subprocuradora Elda Spedo, após a aprovação “a toque de caixa” do projeto que cria 307 cargos comissionados no órgão ministerial. No segundo discurso sobre o caso no plenário da Assembleia, nesta quarta-feira (7), Majeski voltou a reagir contra a medida, reforçando que não irá se intimidar ou coagir. Mas, de novo, foi voz isolada. Quem “peita” o MPES?

Todo-poderoso
Embora as críticas de Majeski tenham respingado também em Erick Musso, pela sinalização de um “acordão” entre os poderes, nada justifica que os outros 29 deputados ignorem completamente uma acusação desta natureza, que atinge também sua própria autonomia parlamentar. E aí, vem outra pergunta: qual será a resposta da Assembleia, responsável pela investigação da quebra de decoro? Tem gente já pagando pra ver...

Sem omissão
Enquanto os deputados adotaram a lei do “cego, surdo e mudo”, 17 entidades divulgaram moção de apoio a Majeski, reforçando o que deveria ser a reação da própria Assembleia: suas declarações são asseguradas pela Constituição e a imunidade parlamentar garante ampla liberdade, autonomia e independência no exercício das funções, protegendo-o contra abusos e violações”. 

Cutucou
A propósito, na sessão desta quarta, em mais um bate-rebate entre o líder do governo, Enivaldo dos Anjos (PSD), e o delegado Lorenzo Pazolini (sem partido), Enivaldo soltou a provocação: “Eu já acho que Majeski tem mais chances de ganhar a eleição em Vitória do que você”. Os deputados, como se sabe, estão entre os cotados para a disputa municipal de 2020.

Babou a festa
Menos de dois meses depois da solenidade realizada no Palácio Anchieta, com pompa e circunstância, para colocar gás na esperada obra do Hospital Estadual Geral de Cariacica, o Instituto de Obras Públicas (Iopes) avisa, em ato no Diário Oficial desta quarta, da suspensão da licitação para contratar a empresa responsável pela construção e infraestrutura da unidade. A alegação é de que o edital foi questionado tecnicamente e será modificado. Os envelopes seriam abertos nesta quinta.

Babou a festa II
O lançamento do edital contou com a presença em peso da classe política, servindo de prato cheio para o prefeito Juninho (PPS), que está mal das penas em Cariacica. Na ocasião, Casagrande projetou as obras para setembro, o que, pelo visto, já não irá acontecer.

Visita
O polêmico governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), vem a Vitória nos próximos dias 22 e 23 para participar do XVIII Fórum Nacional da Associação das Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros e Pensionistas do Brasil (ANERMB). O convite foi feito pelo presidente da Associação de Cabos e Soldados no ES (ACS), Cabo Eugênio, em reunião na capital fluminense, com aceno positivo de Witzel, como informa a entidade.

Visita II
O governador do Rio falará sobre “A importância das Instituições Militares Estaduais para Preservação da Ordem Pública”. Por lá, porém, tem sido alvo de críticas e protestos constantes, por estimular a escalada da violência, fazendo vítimas principalmente nas comunidades mais carentes.

Pauta 
O Fórum reunirá delegações de 26 estados na Capital e, inevitavelmente, outro assunto de destaque será a luta pela valorização profissional e salarial dos militares. Pauta mais do que atual no Espírito Santo, onde a PMES e os bombeiros acumulam insatisfações pelas negativas do governo Renato Casagrande em atender ao pleito, que é antigo. 

Articulação
Por falar nisso, diretores de entidades que representam os servidores do Estado, ligados à Pública, circularam pela Assembleia na tarde dessa terça-feira (6), para entregar aos deputados um estudo econômico que dizem provar a possibilidade de o governo conceder a recomposição inflacionária das perdas salariais, que acumulam 26,51% desde 2014. Casagrande já repetiu, no entanto, que esse assunto só em 2020.

PENSAMENTO:
“Não há inimigo insignificante”. Benjamin Franklin

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