'Jogo de paradoxos'

Contradições previstas para a votação da Previdência de Casagrande jogam luz em deputados do PSB e PSL

Passada a primeira etapa do trâmite para garantir a votação da reforma da Previdência do governador Renato Casagrande na Assembleia Legislativa, sob muitos protestos do funcionalismo, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos), Tadeu Guerzet, expôs em suas redes sociais o “jogo de paradoxos” que marcará a votação da proposta, marcada para começar na próxima segunda-feira (25). Ele desenhou o cenário: “o PSB, oposição a Bolsonaro, foi contra a reforma nacional. Casagrande, como sabemos, sempre foi favorável. Aqui no ES, uma parte da oposição é ‘bolsonarista’, capitaneada por outro ‘capitão caverna’, o Assumção [PSL]. A pergunta é: Capitão Assumção, defensor da reforma de Bolsonaro, votará contra a de Casagrande? E mais: “O PSB, que foi contra a reforma nacional, votará a favor da estadual?”. No recorte dos dois blocos partidários citados por Tadeu, além de Assumção, estão os demais candidatos do PSL – isso sem considerar o bloco dos “independentes” – Torino Marques e Danilo Bahiense (coronel Alexandre Quintino não está alinhado) – e os do partido do governador, Dary Pagung, Sergio Majeski e Freitas. Faça sua aposta...

Pior que está...
Ainda nessa análise local x nacional, Guerzet reforçou as críticas do sindicato à alíquota de 14% de cobrança previdenciária proposta no Estado, que ao contrário da proposta de Bolsonaro, não terá faixas diferentes e progressivas baseadas na renda. “Casagrande pretende cobrar 14% de um ‘peão’ de fazenda do Incaper e 14% de juiz estadual. A mesma coisa”, frisou.

De ‘boas’
Na questão da Previdência de Bolsonaro, como se sabe, a Pública – Central do Servidor denunciou Casagrande à Comissão de Ética do PSB estadual e nacional. Os servidores alegam que ele infringiu a orientação do partido ao apoiar e trabalhar para incluir o Espírito Santo nas novas regras. Mas, ao contrário dos deputados federais que votaram a favor da proposta, Felipe Rigoni e Ted Conti, o governador passa ileso.

Posições
No caso do bloco dos independentes, leia-se oposição, vale o olho vivo também na votação da Previdência estadual. Entram na lista, além dos três do PSL citados acima, o delegado Lorenzo Pazolini (sem partido), Vandinho Leite (PSDB), Hudson Leal (Republicanos), Marcos Mansur (PSDB), Carlos Von (Avante) e Rafael Favatto (Patri). O que cada um deles acha da proposta? A conferir!

Que partido, que nada!
Aliás, o grupo já se considera uma bancada própria em plenário. Nessa semana, durante uma sessão ordinária, quando os líderes encaminharam os votos de suas respectivas bancadas partidárias, Pazolini apareceu ao microfone e soltou: “a bancada dos independentes encaminha...”

Zona de risco
A deputada federal Soraya Manato, o marido e presidente do PSL no Estado, Carlos Manato, e os deputados estaduais Capitão Assumção e Torino Marques, além do candidato ao Senado em 2018 subtenente Assis, formaram a comitiva capixaba que participou, em Brasília, nessa quinta-feira (21), da primeira convenção do partido idealizado por Bolsonaro, Aliança pelo Brasil. Enquanto isso, os palanques já armados para 2020 do PSL capixaba assistem...

Zona de risco II
A estratégia, convenhamos, está um tanto esquisita. Ou escancarada mesmo! O próprio Bolsonaro admite que a legenda corre o risco de se viabilizar somente para as eleições de 2022, caso o TSE não aceite as assinaturas eletrônicas. Mas já quer formar as executivas estaduais. Quem sobra aqui pra assumir? Manato vai delimitar o campo com aliados, até resolver as outras pendências?

Zona de risco III
E a situação com o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar (PE)? Ele vai aceitar tudo calado, depois da guerra com Bolsonaro que culminou na divisão do partido? Os atuais movimentos do grupo acabam com a legenda no Estado. O último apaga a luz...

Sem nomes, não vale
O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (Cidadania), ressuscitou nas redes sociais uma fala sua do dia 25 de setembro, durante a sessão solene dos 468 anos da Capital na Assembleia, para soltar mais um daqueles recados “sem dar nomes aos bois” sobre a prévia da disputa de 2020. Ele já está em campo para tentar eleger seu eterno “supersecretário” e correligionário, o deputado estadual Fabrício Gandini.

Sem nomes, não vale II
No vídeo, o prefeito diz assim: “A política de má qualidade é uma ameaça. A velha política, feita inclusive por novos políticos, é uma ameaça. Muito cuidado, é só olhar em volta. Muito novo que não representa nenhum avanço”. 

Mania antiga
Essa de Luciano mandar indiretas anônimas não é novidade. Antes desses termos que ele explora no momento atual, vez ou outro apareciam as frases com “mão peluda”, inclusive, repetida há uns três meses, no Twitter. Banca a bronca de verdade, prefeito!

PENSAMENTO:
“O segredo de aborrecer é dizer tudo”. Voltaire

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