Livro: fase de São Mateus e Rádio Vitória

Em São Mateus encontrei uma das melhores equipes de rádio que conheci até hoje

Mais uma vez fiquei uns tempos descansando. Um dia recebo uma ligação de Flávia Mignone, dizendo que Rui Baromeu queria se encontrar comigo. Assunto: rádio. Na realidade havia solicitado a ela. Fui ao seu encontro em um hotel de Camburi. Ele estava prefeito da cidade de São Mateus.

Baromeu tinha duas estações de rádio lá, abrindo uma terceira, além do canal de televisão. Mas o que estava em pauta na conversa era a filiação da Jovem Pan AM e FM naquela cidade. Como já tinha passado por uma situação semelhante na Gazeta, fui para aquela cidade estruturar a instalação da FM Jovem Pan na emissora que hoje é a Musical e a JP AM na São Mateus AM (hoje FM por causa da migração).

Passei seis meses montando as rádios estruturando programação e treinando equipe, além de supervisionar montagem de estúdios. No final deu tudo certo e voltei para Vitória. Antes disso, o registro: em São Mateus encontrei uma das melhores equipes de rádio que conheci até hoje, gente capaz, boa, humilde, mas de enorme eficiência e conhecedora do oficio. Sempre elogiei esse pessoal.

Sobre essa fase quase não tinha contato com o senhor Rui Baromeu, pois além de prefeito, se candidatava a deputado estadual, ou seja, estava sempre em correria. Mesmo assim inauguramos as emissoras. Como o contrato era de montar as rádios, voltei para Vitória sem perspectiva de novo trabalho.

Mas São Mateus foi um período muito feliz no profissionalismo e gostei também da cidade, apesar do bairrismo de um cachoeirense.

Fase TV Assembleia

Pode-se falar o que quiser de José Carlos Gratz, mas se a Assembleia tem uma estação de TV, deve-se a ele. Foi na sua presidência que a TV Assembleia foi inaugurada. Lembro-me que ele queria inaugurar a televisão juntamente com o prédio da Avenida Américo Buaiz. Para isso chamou Giovani Rodigheri para planeja-lá e montá-la.

Geovani a montou a toque de caixa e chamou alguns profissionais, como cameramens da Gazeta, repórteres já experientes. Eu fiquei nas apresentações e entrevistas. Foi um período curto, porém enriquecedor. Lembro-me que fiz entrevistas com Sueli Vidigal, Gilsinho Lopes, José Tasso Andrade, Hércules Silveira, extraindo de cada um deles o máximo de personagem político, mas também de pessoas comuns no dia a dia fora da política.

Posteriormente, juntamente com João Martins, fizemos um documentário, um trabalho de pesquisa e história, que ficou marcado nos anais daquela Assembleia. Espero que todos os programas tenham sido devidamente arquivados, pois são histórias importantes do Espírito Santo.

TV – Programa Italiano (Solo) NA GTV

Mais ou menos nesse período, surgiu a oportunidade de fazer um programa italiano na TV. Era a GTV da Gazeta, que na época, terceirizava horários. 

Eu e Giovane Castagna, professor italiano, resolvemos terceirizar 60 minutos uma vez por semana e fizemos um programa por um bom tempo. O nome do programa era L’Italia Vive. Tinha notícias, clipes musicais, aula com Castagna, além de entrevistas com descendentes de sucesso.

O programa tinha como produtora a InPacto, de Ana Maria Nogueira. Eram muitos gastos e não conseguimos patrocínio suficiente a cobrir os custos. É sempre assim. Acabou com oito meses no ar. Valeu como experiencia. A ideia era boa. 

A fase Rádio Vitória – o retorno!

Quem entrou em contato dessa vez foi Fernando Machado, da TV Vitória. Eles tinha arrendado a Rádio Vitória AM para a igreja evangélica. E com essa igreja passou alguns anos. 

Quando uma emissora de rádio é arrendada pelo tempo que for, fica difícil colocar uma programação comercial nova quando ela é retomada pelo dono. Assim estava sendo com a Rádio Vitória. 

Fui convidado pelo Fernando e pelo Mequinho a “endireitar” a Rádio AM, colocando-a competitiva novamente. Sei que isso leva tempo, eles nunca sabem disso. Mas topei, pois nada é mistério no rádio pra mim. De quebra, tive uma reunião séria com Marcus Buaiz, que ainda estava em Vitoria.

Fui trabalhar no Moinho, Centro da cidade. Para variar estavam adquirindo alguns equipamentos erradamente. Tive de intervir. O bom dos Buaiz é que eles são bem profissionais, respeitam e dão valor a quem também o é.

A Rádio Vitória continuava no ar somente com música, sem programação e locução. As músicas rodavam em um aparelho que encheu meus olhos, o “instant replay”,  especializado em vinhentas e aberturas, mas que tem a capacidade de sustentar uma programação por dias. Não conhecia, não tinha conhecimento.

Consegui montar uma equipe modesta. Composta de Luís Cláudio Silva, Giovani César, Lilian Jane, Toninho Portes, Wendell Fialho. Passado o período de contrato (seis meses) tive que sair. Deixei tudo em ordem, como combinado em contrato. Depois não sei o que aconteceu com programação. Hoje em dia ela retransmite a Jovem Pan AM.


Próximo capítulo: Fase Rádio América (Arquidiocese de Vitória).

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