'Lobby'

Vandinho Leite em rota de colisão com secretário da Casa Civil. CPI da EDP Escelsa sai ou não sai?

Deputado de oposição que gosta de se intitular como independente, Vandinho Leite (PSDB) protestou no plenário da Assembleia Legislativa na sessão desta terça-feira (13) contra o chefe da Casa Civil, Davi Diniz. Motivo: “lobby” para barrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da EDP Escelsa, tema que tem sido bandeira do mandato de Vandinho. O tucano denunciou que Diniz atua nos corredores da Casa para retirar assinaturas de parlamentares ao requerimento de criação da CPI, com o argumento de evitar, assim, “gente que pretende pressionar a EDP para obter algum tipo de benefício”. Dizendo-se indignado, Vandinho colou no secretário o adjetivo de “mentiroso” e, sem citar nomes, agradeceu, por outro lado, que muitos parlamentares não atenderam ao pedido. Na semana passada, Vandinho anunciou que já havia reunido 21 adesões à proposta, que pretende apurar denúncias de abusos e irregularidades cometidos pela concessionária de energia no Estado. O deputado esperava iniciar a investigação “pra ontem”, mas aí apareceu Diniz. Tratando-se de Assembleia e CPI, toda vez que governo colocou a mão logrou êxito, inclusive em situação recente e semelhante. Agora será um novo teste. "Baixas” à vista?

Lobby II
Ao se defender de que teria interesse pessoal em criar a CPI, Vandinho disse que é procurado há três meses pela Federação das Indústrias do Estado (Findes) e empresários para conversar sobre o EDP, mas recusou todos os pedidos.

‘Lobby’ III
Para quem não se lembra, a “Comissão das Licenças”, que tinha como objeto investigar os termos de compromisso ambientais da Vale e ArcelorMittal e a licença de operação da mineradora, assinados do “apagar das luzes” do governo passado de Hartung, foi completamente desconfigurada, tirando o peso das poluidoras, que sempre ditaram as regras no legislativo.

Ah, sem falar...
...na manobra que definiu os membros do colegiado, tirando de cena (funções mais importantes) até – e principalmente – o proponente Sergio Majeski (PSB), algo pra lá de incomum na Assembleia. Quem pede a CPI geralmente é o presidente da mesma, como pretende Vandinho no caso da EDP.

Palanques
O embate registrado em plenário entre Vandinho e o governo sinaliza, também, os bastidores da disputa do próximo ano. O deputado já se declarou candidato a prefeito no seu reduto eleitoral, a Serra, onde também está em campo o secretário de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social, Bruno Lamas (PSB). Em recente evento que reuniu os principais atores políticos do município para retomada de convênios de obras por Casagrande, Vandinho se negou a comparecer.

Ruim pra uns...
Enquanto Davi Diniz foi criticado, as atuações dos secretários Roberto Sá (Segurança) e Nésio Fernandes (Saúde) foram destacadas por Majeski. Ele lembrou da gestão de Hartung, quando a equipe ignorava as tentativas de contato feito pelos deputados, e disse que os dois são acessíveis e respondem rápido. Coincidentemente, tanto Roberto como Nésio vieram de outros estados para assumir os cargos.

Pernas pro ar
A propósito, mal havia começado os trabalhos na Assembleia nesta terça, às 15 horas, e o líder do governo, Enivaldo dos Anjos (PSD), se dirigiu a Marcelo Santos (PDT), que presidia a Mesa Diretora, com a seguinte pergunta: “quanto tempo dura a sessão”? Marcelo respondeu “três horas” e Enivaldo emendou: “tem só três minutos e já tem deputado perguntando se pode ir”. A sensação é essa, mesmo: tem gente que não voltou até agora do recesso parlamentar.

Gatos pingados
Nas duas sessões dessa semana, pouco depois da metade do tempo, os deputados que restaram em plenário fizeram questão de citar os presentes. Cinco – do total de 30 -, no máximo! E não vem com desculpa de greve e protesto, não!

Recorde?
Em Vitória, o vice-prefeito e secretário municipal de Obras e Habitação, Sérgio Sá (PSB), assumirá mais uma vez, no próximo dia 20, o cargo de prefeito no lugar de Luciano Rezende (Cidadania), que sai de férias até 1º de setembro. Será a nona vez de Sá no comando da Capital, com mais tempo para circular e cumprir agendas, o que coloca gás em sua imagem até 2020.

Ruídos
Embora o candidato do prefeito à sucessão seja o deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania), o vice também está entre os cotados para a disputa municipal. Os dois partidos aliados andaram até se estranhando na imprensa ao falar dos planos do grupo na Capital, segunda principal vitrine política do Estado.

PENSAMENTO:
“E se apenas restar um, esse serei eu”. Victor Hugo

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